Virada Cultural 2013: no bis, Gaby Amarantos desce do palco para cantar junto ao público

Show da principal expoente do tecnobrega contou com participação de Elza Soares, Emicida e Loalwa Braz

Guilherme Bryan Publicado em 19/05/2013, às 10h07 - Atualizado às 18h24

Gaby Amarantos na Virada Cultural

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Era para ser um show conjunto da cantora paraense Gaby Amarantos e da carioca Elza Soares. Porém, com 75 anos e tendo passado recentemente por uma cirurgia, Elza apareceu extremamente frágil, cantando sentada, contando com o auxílio de ajudantes para caminhar e participando de apenas duas canções – "A Carne" e o clássico samba "Vou Festejar", de Jorge Aragão, Dida e Noeci, também com a participação do rapper Emicida. E, como muitos artistas que têm demonstrado repúdio em relação ao deputado Marco Feliciano, a veterana tratou de denominá-lo o “deputado pitbull, pastor alemão” e lascou um selinho em Gaby e Emicida.

Sozinha, Gaby Amarantos, com seu visual sempre extravagante – desta vez, com penas amarelas e roupa cor de rosa – comprovou mais uma vez porque é denominada a rainha do tecnobrega do Pará. Botou o público paulistano para "tremer”, declarando que todos agora poderiam se considerar cidadãos paraenses; fez uma versão superdançante de "Sweet Dreams", sucesso oitentista da banda Eurythmics; e de "Fogo e Paixão", do Wando, declarando ser brega, e com orgulho. Também não faltaram os já clássicos de seu repertório "Galera da Laje" e "Ex Mai Love", apresentada duas vezes. Uma delas foi no bis, quando Gaby desceu do palco para cair nos braços dos fãs, que, com um frio de 17 graus, trataram de se aquecer fazendo todas as coreografias com bastante entusiasmo.

O show também contou com uma parte dedicada à lambada. Se, na noite de sábado, Gaby Amarantos fez uma participação surpresa no show do Kaoma, desta vez foi a vocalista Loalwa Braz, única integrante original do grupo, que subiu no palco da amiga para mais uma vez fazer todo mundo dançar com os inesquecíveis hits "Chorando Se Foi" e "Dançando Lambada". Foi mais do que o necessário para que a manhã da Virada Cultural ganhasse um brilho especial.