Virada Cultural: luta livre atrai público mais familiar à Sé

Pais e filhos pequenos assistiram aos embates teatrais na madrugada deste domingo, 6

Gus Lanzetta Publicado em 06/05/2012, às 11h59 - Atualizado às 12h33

Espetáculo de luta livre ganhou espaço pelo segundo ano na Virada Cultural

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Às 2h30 da manhã de domingo, com o volume de pessoas nas ruas do centro de São Paulo começando a diminuir, o palco da Brazilian Wrestling Federation atraia um público de centenas de jovens e muitos pais com seus filhos ainda pequenos. Fica claro nas apresentações de luta livre na Virada que o público mais fiel da BWF é jovem demais para beber e prefere umas boas (e coreografadas) brigas aos espetáculos mais tradicionais.

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Com o que aparenta ser um maior controle da BWF (sem a mexicana CMLL, liga que participou da Virada em 2011), o ringue de luta livre está com um clima muito mais descontraído do que ano passado. Os membros da BWF circulam bastante pelo espaço, falam com fãs, comentam as lutas que rolam e parecem mais a vontade para tocar tudo ao seu ritmo.

Há um campeonato acontecento durante a Virada Cultural 2012, mas as brigas da madrugada foram somente exibições e não contaram pontos para as eliminatórias, ou a final, que acontece às 17h30 de domingo.

As lutas foram curtas e sem tantas reviravoltas em suas tramas, mas os atletas/personagens animaram e engajaram o público, que torcia e – principalmente – gritava ofensas para os heels (os tradicionais antagonistas no mundo da luta livre).

Continua sendo fascinante ser exposto, durante a Virada Cultural, esse submundo do wrestling brasileiro, que mal ganha atenção durante todo o resto do ano, mas atrai um número considerável de pessoas no centro da maior cidade do país no evento.