Virada Cultural - Pelas ruas de São Paulo

Sétima edição da Virada Cultural mostra que o evento ainda desperta interesse de parcela do público paulistano

Por Patrícia Colombo Publicado em 17/04/2011, às 06h10

Virada Cultural 2011 oferece shows gratuitos ao público, em São Paulo
Diego Ciarlariello

Caminhadas longas ou curtas de um lugar a outro, diversos palcos, muita gente circulando. Mesmo com uma programação um pouco mais fraca que as dos anos anteriores, a sétima edição da Virada Cultural, realizada neste fim de semana dos dias 16 e 17 de abril, mostra que o evento ainda consegue movimentar um grande número de interessados em usufruir das atrações gratuitas que compõem o line-up paulistano - apesar de muitas pessoas assumirem certa aversão à festa por conta de, entre outras coisas, problemas com a (falta de) segurança.

A prefeitura de São Paulo teve um custo de R$ 8 milhões para a realização da Virada em 2011. Entre os artistas musicais selecionados para shows espalhados pela cidade (mas majoritariamente concentrados no centro da capital paulista), estão, no time dos estrangeiros, Misfits, P.O.D., Skatalites, Armando Manzanero, Steel Pulse, Edgar Winter, P.O.D., Straightjackets e Fred Wesley and the New JBs. Na porção brasileira dos shows, figuram, entre tantos, Rita Lee, Tiê, Paulinho da Viola, Marina Lima, Almir Sater, Martn'ália, Erasmo Carlos, Dominguinhos e RPM (com a formação original) - leia aqui a programação.

Quanto à infra-estrutura, de acordo com dados cedidos pela assessoria de imprensa do evento, trata-se de 204 espaços - e nove palcos, 24 unidades da rede CEU, 12 unidades do Sesc hospedando atrações. Para a segurança, foram escalados 1000 guardas civis metropolitanos e 2000 policiais militares. Foram espalhadas 4900 lixeiras adicionais e 3300 profissionais trabalhando na limpeza (vale dizer, no entanto, que, como nas edições passadas, o centro já se mostrava bastante sujo logo nas primeiras horas de evento, com latas e papéis espalhados pelo chão em diversos pontos). O cenário da Virada Cultural segue o mesmo, com as principais ruas lotadas de gente - dificultando, inclusive, a caminhada por elas. Rodas de amigos, conversas e bebidas (sim, bebidas alcoólicas eram vendidas normalmente nos entornos dos palcos).

De acordo com a assessoria de imprensa, o que ocorreu em relação à notícia anteriormente divulgada sobre o assunto (que restringia a comercialização de álcool; bares da região poderiam vender bebidas somente até a 1h, horário de fechamento estipulado legalmente) foi um mal-entendido. A prefeitura, de fato, disse não à venda, mas somente no que se referia às barracas oficiais (um total de 144, que vendiam alimentos como pastéis, caldo de cana etc). Portanto, era possível comprar cerveja (com média de preço de R$ 3) nos estabelecimentos abertos - e também adquirir dos vendedores ambulantes que circulavam com suas caixas de isopor (agentes da Guarda Civil Metropolitana tentavam confiscar os itens, mas o controle em um evento deste porte é difícil).

A Virada Cultural 2011 segue sua programação ininterruptamente até as 18h deste domingo, 17. Shows, stand up com diversos humoristas, cinema, cosplay, RPG, suspensão corporal e mostra de veículos antigos são algumas das muitas atrações do evento (veja aqui mais detalhes).