Vocalista do Twisted Sister autoriza uso de suas músicas em campanhas pró-aborto

Em 2016, Dee Snider autorizou o uso de "We're Not Gonna Take It" para a campanha de Donald Trump, mas retirou a licença depois

Redação Publicado em 22/05/2019, às 18h44

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Dee Snider, vocalista do Twisted Sister (Foto: Dennis Van Tine/STAR MAX/IPx / AP)

Às vésperas das campanhas presidenciais para as eleições de 2020 nos Estados Unidos,Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, disse ao Yahoo que candidatos que apoiem a descriminalização do aborto podem usar as músicas da banda em suas campanhas.

“Existe uma linha bem decisiva aqui. Você é a favor da livre escolha? E por 'escolha' eu quero dizer todas elas. Quer dizer, o direito de pessoas [pró-aborto] de escolherem, principalmente o direito das mulheres de escolherem… Eu insisto nisso. E essa é linha. Então, se você é pró-escolha, sim, manda ver”, declarou.

Em 2016, ano da última eleição para presidente dos EUA, Donald Trump usou “We’re Not Gonna Take It”, um dos maiores hits do Twisted Sister, em sua campanha. Inicialmente, tinha o apoio de Snider, mas quando o atual presidente norte-americano deixou clara sua opinião em questões sociais, revogou o direito e terminou a amizade com o político.

“Eu odeio toda questão de pró-escolha versus… Bom, eu chamo de ‘sem escolhas”, declarou ainda na entrevista, explicando melhor seu ponto. “Não é como se você pudesse escolher por você mesmo, e isso signfica que você pode ou não ter um filho. Eles são tipo ‘não, nós vamos decidir por você o que é o melhor pra você. Qualquer pessoa que é pró-escolha e assume essa posição, pode ficar à vontade [para usar a música].”

A declaração vem alguns dias após o estado do Alabama assinar uma lei anti-aborto “extremamente agressiva”, como descreveu a Time. A nova colocação não permitiria mais o procedimento em caso de estupro ou incesto. Uma mulher que abortasse seria processada por homicídio.

A legislação segue uma linha mais conservadora que tem sido explorada por políticos dos Estados Unidos. Estados como Missouri, Mississippi and Georgia também estudam leis que proibiriam a interrupção da gravidez “no momento em que um batimento cardíaco fosse detectado”, ou pouco mais de um mês de gestação. Por enquanto, a lei ainda não entrou em vigor, e o aborto segue legalizado em todos os estados do país.

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