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Yoko Ono envia carta para impedir soltura do assassino de John Lennon

Mark Chapman será entrevistado na semana que vem para nova avaliação da possibilidade de liberdade condicional

Da redação Publicado em 10/08/2010, às 16h37

Yoko Ono não quer liberdade condicional de Mark Chapman

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Yoko Ono quer mesmo que Mark Chapman, o assassino de John Lennon, permaneça atrás das grades. Nesta semana, a viúva do ex-Beatle enviou uma carta ao conselho de liberdade condicional pedindo que a justiça norte-americana não dê liberdade ao criminoso. A informação é do Daily News.

Mark David Chapman está desde 1981 cumprindo pena de prisão perpétua pela morte do cantor - ele se encontra no presídio de Attica, no estado de Nova York. Na próxima semana, no dia 9 de agosto, ele será entrevistado, pela sexta vez, para avaliação da possibilidade de ser solto - sua liberdade foi negada outras cinco vezes.

Ono, contudo, posiciona-se firmemente contra a soltura de Chapman. "Sua opinião não mudou", disse o advogado dela, Peter Shukat, que revelou que a artista plástica enviou novamente uma carta ao conselho. Porém, ele não diz se é a mesma que ela costuma mandar a cada dois anos desde 2000 (quando foi realizada a primeira entrevista na prisão). "Acredito que trará novamente o pesadelo, o caos e a confusão", escreveu ela, na época, de acordo com o Daily News. "Eu e os dois filhos de John não nos sentiríamos seguros para o resto de nossas vidas."

Por ser conhecido, Chapman, que hoje tem 55 anos, está em uma unidade especial, longe dos demais presos. Com exceção de algumas pequenas violações, sua ficha se encontra limpa desde 1994. Ele inclusive tem como permissão visitas por 44 horas consecutivas com sua esposa, que mora no Havaí - fontes dizem que ela o visita uma vez por ano, às vezes mais.

Robert Gangi, do Correctional Association of America (grupo que defende os direitos dos presidiários), duvida que Chapman ganhe liberdade. "Considerando que ele cometeu um crime de grande visibilidade e matou uma das pessoas mais famosas e adoradas do mundo todo, é altamente improvável que votarão para que ele seja solto", comentou.