Arthur Lira reage a ameaças de golpe de Jair Bolsonaro: 'É hora de dar um basta'

O presidente da Câmara Arthur Lira reagiu às ameaças de golpe feitas por Jair Bolsonaro durante atos de 7 de setembro

Redação Publicado em 08/09/2021, às 14h46

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Arthur Lira nesta sexta, 27, em evento (Foto: Reprodução/O Globo)

Arthur Lira (PP-AL) fez um discurso nesta quarta, 8, em que criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo declaração do presidente da Câmara, é preciso “dar um basta” à escalada de radicalismos e excessos no Brasil.

A fala de Lira acontece um dia após Jair Bolsonaro fazer ameaças de golpe aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na terça, 7 de setembro, durante atos pró-governo realizados pelo país.

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Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, desde as declarações do presidente, cresce a pressão pelo impeachment — mas o presidente da Câmara não comentou sobre uma possível destituição.

"É hora de dar um basta a essa escalada em um infinito looping negativo. Na discórdia, todos perdem," afirmou Arthur Lira, acrescentando não haver espaço para "radicalismos e excessos".

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Além de reagir às declarações de Bolsonaro, Lira criticou decisões do STF e elogiou "todos os brasileiros que foram às ruas de modo pacífico" nos atos realizados em 7 de setembro, Dia da Independência.

Lira também disse que a Constituição brasileira “nunca será rasgada”, e afirmou que o Congresso não pode admitir o retorno de um discurso que já foi derrotado, em referência à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso, defendida por Jair Bolsonaro e rejeitada pelos deputados.

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Manifestações de 7 de setembro

Em 7 de setembro, dia da Independência, Jair Bolsonaro convocou atos por todo o país pró-governo federal. O presidente marcou presença nas manifestações e fez ameaças golpistas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em frente ao Congresso, em Brasília, Bolsonaro ameaçou o presidente do Supremo, Luiz Fux: "Ou o chefe desse Poder [Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos". Em seguida, afirmou: "Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede para sair."

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