Bolsonaro volta a atacar Coronavac: ‘Quem tomou está morrendo’

Em entrevista, Bolsonaro falou de forma equivocada sobre a Coronavac, que assim como outras vacinas, não é 100% eficaz

Redação Publicado em 18/08/2021, às 09h51

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete / Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar a vacinação com a Coronavac no estado de São Paulo. De forma equivocada, o presidente afirmou que “quem tomou o imunizante está morrendo” — no entanto, esta não é a situação.

Segundo publicado na Folha de S. Paulo, Bolsonaro deu entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá na terça, 17, e fez declarações sem base científica. A Coronavac, conforme relembra a reportagem, não tem 100% de eficácia contra a covid-19, assim como todos os outros imunizantes.

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"Olha o que está acontecendo com a Coronavac, ninguém tem coragem de falar. Gente que tomou as duas doses, foi infectada e está morrendo. Por que ela está morrendo? Porque acreditou nas palavras do governador de São Paulo que disse que quem tomasse as duas doses da Coronavac e for infectado jamais morrerá e a pessoa fica em casa, achando que tomou as duas doses e não vai morrer, e acaba morrendo", disse Bolsonaro.

A proteção maior da Coronavac é contra casos graves, hospitalizações e mortes, mas indivíduos imunizados também podem adoecer e falecer pela doença. O principal ponto é que a frequência de casos graves ou mortes pela covid-19 é muito menor quando as pessoas foram vacinadas.

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Conforme explicado pela Folha, a população mais velha corre mais risco de desenvolver casos graves devido ao sistema imune enfraquecido naturalmente pela idade. Além disso, a alta circulação de variantes, como a Delta, que fogem ligeiramente do sistema imune, causa maior infecções e, consequentemente, mais mortes.

Ainda na entrevista, Bolsonaro afirmou que o governo federal “tomou todas as previdências” em relação à compra de imunizantes: "Não existia vacina para comprar ano passado, bem como no início do ano não tinha vacina disponível para todo mundo. Tirando os quatro países que produzem vacina, o Brasil está mais à frente. Eu sempre fui contra comprar vacina sem a certificação da Anvisa."

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Atualmente, Bolsonaro é acusado pelos crimes de charlatanismo e curandeirismo devido ao incentivo de remédios, sem eficácia comprovada cientificamente contra a covid-19. Durante a entrevista, o presidente voltou a defender o tratamento precoce:

“Quando eu falo em tratamento precoce, a grande maioria tomou ivermectina e hidroxicloroquina. Tem outro produto, lógico que não tem comprovação cientifica, a proxalutamida. Busquei uma maneira de atender o povo, junto com médicos. Então, não é que eu sou um charlatão, curandeiro, nem inventei nada. Eu dei uma alternativa,” afirmou.

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