Bolsonaro volta a pedir voto impresso em 2022 por 'eleições limpas e democráticas'

Apesar de a Câmara dos Deputados ter derrotado proposta do voto impresso, Bolsonaro voltou a insistir na mudança do sistema eleitoral para 2022

Redação Publicado em 23/08/2021, às 12h32

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Jair Bolsonaro lança seu voto em 28 de outubro de 2018 (Foto: Ricardo Moraes-Pool/Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a pedir a implementação do voto impresso nas eleições presidenciais de 2022. Com as declarações, o presidente desrespeita promessa feita a Arthur Lira (PP-AL) de aceitar o resultado da Câmara dos Deputados, que votou pela derrota da proposta.

Conforme noticiou a Folha de S. Paulo, Bolsonaro voltou a pedir implementação do voto impresso em entrevista à Rádio Regional, de Eldorado (SP), na manhã desta segunda, 23 de agosto:

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“O que é a alma da democracia? É o voto. O povo quer que você, ao votar, você tenha a certeza que o teu voto vai para o João ou para a Maria. Não quer que, num quartinho secreto, meia dúzia de pessoas conte os seus votos,” afirmou.

Sem apresentar provas, Bolsonaro também voltou a falar sobre um suposto ataque de hackers ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018. Devido às declarações falsas, o presidente passou a ser investigado, em 4 de agosto, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura a divulgação de "fake news".

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“A gente espera que tenhamos eleições limpas, democráticas e com contagem pública de votos no ano que vem. Não podemos conviver com essa suspeição,” continuou a argumentar Jair Bolsonaro nesta segunda, 23.

Durante conversa com apoiadores (confira o vídeo abaixo), o presidente reafirmou que participará das manifestações de 7 de setembro convocadas para Brasília e São Paulo. Em mensagem no WhatsApp divulgada em 15 de agosto, Bolsonaro chama o ato de “contragolpe” em resposta ao STF.

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Bolsonaro não cumpre promessa

Devido à votação da proposta do voto impresso na Câmara dos Deputados, Bolsonaro havia feito um acordo com Arthur Lira para que, se a proposta fosse rejeitada após a votação, ele teria que respeitar a decisão.

As novas declarações de Bolsonaro, contudo, são contrárias à promessa feita pelo chefe do Executivo de acatar o resultado final. 

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