Bolsonaro volta a fazer ameaças de golpe ao STF e diz que 'só sai morto' da Presidência

Durante atos de 7 de Setembro, Jair Bolsonaro fez ameaças de golpe contra os ministros do STF Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso

Redação Publicado em 08/09/2021, às 09h44 - Atualizado às 13h14

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Jair Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista em 7 de setembro de 2021 (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez diversas ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal) em discursos durante os atos pró-governo realizados na terça, 7 de setembro. Durante a fala, o presidente afirmou que a Corte poderia "sofrer aquilo que nós não queremos".

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, as declarações golpistas aconteceram em frente a vários apoiadores nos atos realizados em Brasília e em São Paulo, no 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil. Além das ameaças, Bolsonaro afirmou que só sairá da Presidência da República morto.

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Em frente ao Congresso, em Brasília, Bolsonaro ameaçou o presidente do Supremo, Luiz Fux: "Ou o chefe desse Poder [Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos". Em seguida, afirmou: "Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede para sair."

Em referência ao ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro disse: "Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil."

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Durante declaração na Avenida Paulista, em São Paulo, Bolsonaro também fez ameaças golpistas, e falou em desobedecer decisões da Justiça: "Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou."

Conforme reportagem da Folha, Bolsonaro continuou: "[Quero] dizer aos canalhas que eu nunca serei preso", disse o presidente, que prosseguiu. "Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade."

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No discurso, o presidente voltou a criticar Alexandre de Moraes, responsável pela prisão do bolsonarista Roberto Jefferson e outras ações contra apoiadores do chefe de Estado que ameaçam as instituições: "Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha, deixa de oprimir o povo brasileiro."

Jair Bolsonaro também afirmou que tem três opções: ser preso, morto ou a vitória. Em seguida, no entanto, afirmou que a prisão nunca acontecerá: "Dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá."

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Os atos convocados para 7 de Setembro contaram com a presença do vice, Hamilton Mourão, assim como ministros do governo, como Braga Netto (Defesa), Milton Ribeiro (MEC), Gilson Machado (Turismo), Onyx Lorenzoni (Trabalho) e mais.

Também aconteceram atos contrários ao presidente na terça, 7 de setembro. Nas manifestações, os presentes pediam o impeachment de Bolsonaro, assim como evidenciavam a alta da inflação, crise energética, alta da conta de luz, do gás, gasolina e outros fatores prejudiciais à população brasileira.

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