'Cena patética', diz Omar Aziz sobre desfile militar para Bolsonaro

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, comentou sobre o desfile de blindados realizado nesta terça, 10, para Jair Bolsonaro

Redação Publicado em 10/08/2021, às 11h25

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Senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid (Foto: Reprodução/Instagarm)

A Marinha fez um desfile de blindados e outros veículos militares nesta terça, 10, em frente ao Palácio do Planalto para entregar a Jair Bolsonaro (sem partido) um convite de exercício militar. O ato, realizado no mesmo dia da votação da PEC do voto impresso, gerou diversas críticas entre políticos — inclusive o senador Omar Aziz (PSD-AM).

O presidente da CPI da Covid abriu a sessão da Comissão com um discurso no qual criticou o desfile, que considerou uma tentativa de intimidação por parte do presidente. Segundo Aziz, o ato foi uma “cena patética” que demonstra a “fraqueza” de Bolsonaro.

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Conforme explicado pelo G1, o exercício militar acontece anualmente, e o presidente costuma ser convidado. No entanto, não é comum que 30 veículos façam desfile na frente do Palácio do Planalto para realizar o convite.

"Bolsonaro imagina com isso estar mostrando força, mas na verdade está evidenciando toda a fraqueza de um presidente acuado pelas investigações de corrupção", afirmou Omar Aziz nesta terça, 10.

 
 
 
 
 
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O senador continuou: "Todo homem público, além de cumprir suas funções constitucionais, deveria ter medo do ridículo, mas Bolsonaro não liga para nenhum desses limites, como fica claro nessa cena patética de hoje, que mostra apenas uma ameaça de um fraco que sabe que perdeu."

Segundo o presidente da CPI da Covid, a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso não será aprovada por as instituições do país não permitirão rupturas da democracia no Brasil: "Não haverá voto impresso, não haverá nenhum tipo de golpe contra a nossa democracia. As instituições, com o Congresso à frente, não deixarão que isso aconteça. A democracia tem instrumentos para defender a própria democracia contra arroubos golpistas".

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