CLT 'rígida' é motivo de falta de emprego, indica Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro culpou a rigidez da CLT pelo baixo índice de emprego no Brasil

Redação Publicado em 26/08/2021, às 20h06

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete / Getty Images)

Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) declarou nesta quinta, 26 de agosto, que o baixo índice de emprego se deve à rigidez da CLT, mesmo após melhora do mercado formal de trabalho. (via Folha de S. Paulo)

No Palácio do Planalto, o presidente disse: "Alguém é patrão aqui? Então você sabe o que é dificuldade, né. Como pode gerar emprego com uma CLT tão rígida dessa forma? E quando se fala em CLT, o pessoal se volta contra, 'aí, quer acabar com direito.'"

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A fala de Bolsonaro foi em resposta a um dos apoiadores que queria apresentar um plano de geração de empregos. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Previdência, no último mês, foram registradas 316.580 vagas de emprego com carteira assinada. Segundo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), isso deve-se a 1,6 milhão de contratações e 1,3 milhão de desligamentos em julho. 

Também nesta quinta, Onyx Lorenzoni, Ministro do Trabalho, pronunciou-se contra as medidas de isolamento social para combater o avanço da pandemia, alegando como isso afeta o desempenho da economia:

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"Imagina que número estaríamos falando agora [resultado da abertura de vagas formais] se o Brasil não tivesse praticado o fecha tudo, que governadores e prefeitos promoveram ao longo do ano passado e parte deste ano. [...] O lockdown não funcionou em nenhum lugar do mundo. Não há comprovação científica de que tenha funcionado."

Apesar da fala de Lorenzoni - a qual está alinhada com o discurso do presidente de culpar governos estaduais e municipais pelo impacto da pandemia na economia - existem estudos comprovando a eficácia da quarentena na diminuição da propagação de covid-19. O Ministro também não comentou qual seria o número de mortes pela doença caso as medidas não tivessem sido adotadas.

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