Eduardo Bolsonaro ameaça: ‘Uma hora as ordens do STF não serão cumpridas’

Durante participação em programa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou ordens judiciais expedidas pelo STF

Redação Publicado em 20/08/2021, às 09h35

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Deputado federal Eduardo Bolsonaro (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). Em participação no programa "Agora com Lacombe", apresentado pelo jornalista bolsonarista Luís Ernesto Lacombe na RedeTV!, o deputado federal e filho de Jair Bolsonaro (sem partido) disse que “vai chegar uma hora” em que as ordens da entidade “não serão cumpridas”.

Conforme noticiado pelo UOL, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Prendem por fake news. Prendem por atos antidemocráticos. O que é um ato antidemocrático? Prendem por milícia virtual. Vai chegar uma hora em que essas ordens da mais alta Corte do judiciário nacional não vão ser cumpridas, infelizmente. Se continuar desse jeito….”

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O deputado federal é um grande crítico ao STF e já fez ameaças à entidade anteriormente. Em 2018, afirmou que bastaria mandar “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal. Mais tarde, justificou a fala e afirmou que foi em “tom jocoso”.

Jair Bolsonaro e o STF

Jair Bolsonaro também fez ataques ao STF na quinta, 19, durante visita ao Cuiabá. Conforme noticiado pela Folha, o presidente criticou os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso pela abertura de inquéritos contra ele. Luis Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, também sofreu críticas vindas do chefe de Estado.

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"Não se pode abrir um processo contra o presidente da República sem ouvir o Ministério Público, isso é ditadura. Quem age dessa maneira não é digno de estar dentro daquela corte. Me submeto sem problemas a qualquer processo legal, já estipularam até pena para mim por ser contra atualmente à maneira de se fazer eleições," afirmou.

Após os ataques, Bolsonaro afirmou que está aberto ao diálogo: "Vamos chegar num acordo. Toda vez que há um problema, mexe no dólar, mexe no preço do combustível, tem inflação, tem dor de cabeça para o povo todo, em especial o mais pobre e humilde, é pedir muito o diálogo? Da minha parte nunca vou fechar as portas para ninguém."

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