Lula critica militares: 'Quando eu ganhar, direi qual é o papel deles'

Em entrevista coletiva, o ex-presidente Lula afirmou que irá conversar com militares apenas após ser eleito

Redação Publicado em 17/08/2021, às 12h14

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Luiz Inácio Lula da Silva em 2009 (Foto: Sean Gallup/Getty Images)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou os militares durante entrevista coletiva realizada na segunda, 16 de agosto. O ex-presidente afirma que irá conversar com as Forças Armadas apenas após ser eleito.

Conforme noticiado pela CNN, diversos integrantes das Forças Armadas rejeitam publicamente o retorno do petista devido às condenações na Lava Jato. No entanto, as sentenças foram anuladas após a Corte considerar o ex-juiz Sergio Moro parcial.

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Durante entrevista coletiva, Lula afirmou que as Forças Armadas não têm que “se meter em política”, e comentou sobre os papéis que ele acredita estarem destinados ao trabalho dos militares no Brasil:

"O que nós vamos fazer com as Forças Armadas é ela cumprir o seu papel constitucional. As Forças Armadas existem para garantir a soberania nacional contra possíveis inimigos internos. Ela tem que tomar conta das nossas fronteiras, as terrestres e as marítimas. Ela tem que tomar conta do nosso espaço aéreo e precisa proteger o povo brasileiro. É isso que tem que fazer. E não se meter em política. Se quiser se meter em política, tira a farda, vai virar um cidadão comum e pode ser candidato a qualquer coisa, nós já tivemos", afirmou.

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Lula também criticou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante declaração e disse que os militares “pensam serem superiores”: “Eles botaram na cabeça que são mais honestos e a CPI está mostrando o que aconteceu com a quantidade de coronéis que, em nome de institutos, de ONGs, estavam montando uma verdadeira quadrilha de comprar vacina. Não tenho conversa com os militares. Não há por que conversar com o Ministério Público, com a Polícia Federal, eles são instituições do estado, têm funções a cumprir e têm que respeitar o regulamento e a constituição. É isso."

O ex-presidente também afirmou que conversará com os militares apenas após ser eleito presidente: "Quando eu ganhar, vou conversar porque, aí, vou ser chefe deles e vou dizer o que penso e qual é o papel deles. Porque a democracia definitivamente não comporta um estado civil governado por quase 6 mil militares que estão em postos de confiança no governo. Isso acontece também não é por mérito do Bolsonaro. É por incompetência. Quando o cidadão é incompetente ele tenta se escudar na coisa que ele acredita ser o forte. De um lado são os milicianos, ele adora. Ele adora ter relação com essa gente.”

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Em seguida, Lula voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao uso dos militares no governo federal: “(...) O que não pode é um presidente da República dar emprego que é da área pública, civil, colocar militar da reserva. Tem mais coronel e mais general no governo do que nos quartéis. Isso tá errado”.


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