Ministro pede à população 'esforço inadiável de redução do consumo' de energia; entenda

Em meio à crise hídrica e aumento na conta de luz, o ministro de Minas e Energia fez apelo à população para redução do consumo de energia

Redação Publicado em 01/09/2021, às 09h38 - Atualizado às 09h39

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Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia (Foto: Andre Borges/Getty Images)

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), disse em rede nacional que a crise hídrica brasileira se agravou. Em pronunciamento, o ministro pediu à população um “esforço inadiável” para a redução do consumo de energia.

Segundo reportagem do O Globo, a declaração de Bento Albuquerque foi transmitida em rede nacional de rádio e televisão na noite de terça, 31. Durante a fala, o ministro explicou o motivo de a redução do consumo ser essencial:

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“Hoje, eu me dirijo novamente a todos para informar que a nossa condição hidroenergética se agravou. O período de chuvas na região Sul foi pior que o esperado. Como consequência, os níveis dos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro Oeste sofreram redução maior do que a prevista,” afirmou.

Em seguida, o ministro continuou a explicar o atual momento de crise hídrica do Brasil: “Esta perda de geração hidrelétrica equivale a todo o consumo de energia de uma grande cidade como, por exemplo, o Rio de Janeiro, por cerca de 5 meses.”

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De aconto com Bento Albuquerque, o governo federal está enfrentando essa a crise com “todos os recursos disponíveis e tomando medidas extraordinárias”, e explicou que as formas alternativas de geração de energia são mais caras e, consequentemente, repassadas na conta de luz que está em alta.

“Com pouca água nos reservatórios das hidrelétricas, tivemos que aumentar, significativamente, a geração de energia nas nossas termelétricas e estamos importando energia de países vizinhos,” disse.

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Durante o pronunciamento, o ministro afirmou que o esforço de redução de energia deve ser nos setores públicos, privados e nas casas dos brasileiros: “Para aumentarmos nossa segurança energética e afastarmos o risco de falta de energia no horário de maior consumo, é fundamental que a administração pública, em todas as suas esferas, e cada cidadão-consumidor, nas residências e nos setores do comércio, de serviços e da indústria, participemos de um esforço inadiável de redução do consumo.”

Albuquerque continuou a pedir o empenho de todos, considerado por ele “fundamental” para atravessar o momento de crise hídrica, para “atenuar” os impactos e para diminuir o custo da energia elétrica.

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Também na terça, 31, o governo anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária que afeta as contas de luz da população. Chamada “Escassez Hídrica”, ela custará R$ 14,20 a cada 100 quilowatt-hora (kWh), um reajuste de 50% na comparação com a bandeira vermelha 2 (atualmente em R$ 9,49).


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