Queiroga mostra dedo do meio a manifestantes contrários a Bolsonaro em Nova York; assista ao vídeo

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga é da comitiva de Jair Bolsonaro, que discursa na Assembleia-Geral da ONU nesta terça, 21

Redação Publicado em 21/09/2021, às 09h28

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Marcelo Queiroga (Foto: Andressa Anholete/Getty Images

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga mostrou o dedo do meio a manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de segunda, 20. O chefe de Estado e sua comitiva estão em Nova York para participarem da 76ª Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira, 21, em Nova York.

Conforme noticiou o Estadão, na segunda, 20, a comitiva brasileira foi recepcionada na residência da missão nacional junto à ONU por um pequeno grupo contrário ao governo Bolsonaro. Um caminhão na rua exibia em um telão frases em inglês contrárias ao presidente, como “Bolsonaro is burning the Amazon” (Bolsonaro está queimando a Amazônia, em tradução para o português).

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Em um vídeo publicado nas redes sociais, quando a comitiva brasileira sai do local em uma van, aos gritos de manifestantes, o ministro da saúde Marcelo Queiroga levanta do seu assento e balança ao mãos mostrando os dedos do meio para os que integravam o protesto.

O presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo do momento em que a comitiva brasileira sai da residência da missão nacional junto à ONU na noite de segunda, 20. Na legenda, chama os manifestantes de “acéfalos”.

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"Tem aproximadamente 10 pessoas aqui fazendo um escarcéu, pessoas fora de si, e logicamente, que a imprensa brasileira vai dizer que houve uma manifestação enorme contra mim aqui em Nova York. Esse bando que está aqui nem sabe o que está falando, está protestando e deveria estar num país socialista, não nos Estados Unidos," disse no vídeo.

Desde que chegou aos Estados Unidos, Jair Bolsonaro é alvo de críticas e protestos. Na entrada do hotel em que está hospedado, o presidente entrou pela porta dos fundos para fugir de manifestantes na entrada principal.

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Além disso, Bolsonaro é o único chefe de Estado do G20 (grupo das maiores economias do mundo) que declaradamente não se vacinou contra a covid-19 — postura que impede o presidente, por exemplo, de frequentar restaurantes em Nova York. Na cidade, é obrigatória a apresentação do comprovante de imunização para frequentar alguns ambientes fechados.