Senadores da CPI da Covid querem enquadrar Bolsonaro por falsificação de documento

O auditor do TCU prestou depoimento à CPI da Covid nesta terça, 17 para falar sobre documento que acusava supernotificação de mortes na pandemia

Redação Publicado em 17/08/2021, às 15h21

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Jair Bolsonaro mexe em máscara durante visita a São Paulo em agosto de 2020 (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

A CPI da Covid recebeu nesta terça, 17, o auditor afastado do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques. Em meio ao depoimento, senadores da comissão demonstraram a vontade de enquadrar Jair Bolsonaro (sem partido) por falsificação de documento público e crime de responsabilidade.

Em 7 de junho, Bolsonaro comentou sobre suposto estudo do Tribunal de Contas da União que comprovaria suposta supernotificação do número de mortes na pandemia. O TCU negou no mesmo dia, e disse que o documento era uma análise pessoal de Alexandre Marques.

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Conforme informações do O Globo, o então auditor afirmou à CPI da Covid que compartilhou o documento que apontava a possibilidade de supernotificação ao pai, que mostrou ao presidente Jair Bolsonaro. Em algum momento depois disso, o arquivo foi alterado

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a Marques para confirmar se ele é o autor do documento citado por Bolsonaro. O auditor disse que produziu um texto em formato "Word", mas não era conclusivo, e falou sobre o envio ao pai e, posteriormente, ao presidente.

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Devido ao depoimento, senadores da Comissão defenderam o enquadramento de Jair Bolsonaro no crime de falsificação de documento público. Randolfe Rodrigues, vice -presidente da CPI, disse: “Não temos dúvida de que o presidente da República incorreu em crime contra a fé pública constante no artigo 297 do Código Penal.”

A senadora Simone Tebet, segundo o Globo, também apontou o crime de falsidade ideológica, cuja pena prevista é de cinco anos mais multa: “Pouco importa se ele fez documento ou mandou fazer o documento. Na realidade ele tornou público um documento sabiamente manipulado, falsificado. Isso é crime comum e crime de responsabilidade.”

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