Sérgio Camargo responde acusações de assédio moral e perseguição ideológica: 'Voltem para senzala de esquerda'

Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo é alvo de ação do Ministério Público do Trabalho

Redação Publicado em 30/08/2021, às 20h24

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Sérgio Camargo ao lado de foto com Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, respondeu às acusações de assédio, perseguição ideológica e discriminação feitas por 16 servidores e ex-funcionários. As denúncias levaram Camargo a ser alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em reportagem apurada pelo Fantástico, da TV Globo, revelou-se que o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com um pedido na Justiça para afastar o presidente da Fundação Palmares. A ação também pede para Sérgio Camargo pagar R$ 200 mil por danos morais aos funcionários, que denunciaram um ambiente de trabalho repleto de perseguição ideológica.

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Para responder às acusações, Camargo publicou diversas ofensas nas redes sociais. Conforme publicado pelo Globo, em uma publicação no Twitter, o presidente da Fundação Palmares escreveu: “Invasão massiva de afromimizentos na minha TL. Voltem para a senzala de esquerda, inúteis! Levarão block sempre que detectados.”

Em outra publicação, Camargo escreveu: “Além da defesa incondicional de bandidos e da liberação das drogas, a vitimização é a única pauta do movimento negro.” Segundo o Globo, desde que o Fantástico até a manhã de segunda, 30, foram 28 publicações do presidente da Fundação Palmares no Twitter, sendo a maior parte com ataques aos movimentos negros.

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Sérgio Camargo
também afirmou que iria bloquear a “esquerdalhada” de suas redes sociais, e fez ataques à TV Globo: "A matéria do corrupto e desonesto Fantástico, ironicamente, me fortalece, disso não tenho dúvida! São racistas e gostam de pretos na sua coleira. Comigo, não!"


Declarações de Sérgio Camargo

Não é a primeira vez que Sérgio Camargo dá declarações polêmicas envolvendo os movimentos negros. O presidente da Fundação Palmares foi nomeado ao cargo por Jair Bolsonaro (sem partido) e se define como "negro de direita, antivitimista, inimigo do politicamente correto e livre," conforme publicado por reportagem do UOL.

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Desde que assumiu a presidência da Fundação Palmares, Camargo deu diversas declarações problemáticas a respeito da comunidade negra e o racismo no Brasil. Em novembro de 2020, por exemplo, afirmou que “não existe racismo estrutural no Brasil” e publicou um vídeo a favor de acabar com o Dia da Consciência Negra, celebrado no dia da morte de Zumbi dos Palmares.

Anteriormente, Camargo também afirmou que a escravidão foi “benéfica para os descendentes”, que o movimento negro no Brasil precisa ser “extinto” e disse: "negro de esquerda é burro".


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