Variante Mu encontrada em Minas Gerais pode ser mais resistente às vacinas contra covid-19, diz OMS

Prevalente na Colômbia e Equador, a variante Mu tem ao menos 5 casos confirmados em Minas Gerais

Redação Publicado em 03/09/2021, às 16h40

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Limpeza de ruas na Favela Vila Ipiranga, em Niterói (Luis Alvarenga/Getty Images)

A Minas Gerais identificou os cinco primeiros casos da variante Mu, descoberta na Colômbia. A OMS (Organização Mundial da Saúde), acredita que a mudação da covid-19 é mais resistente às vacinas.

Segundo o G1, o painel da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) atualizou nesta sexta, 3, que os infectados pela variante foram identificados em Virginópolis (3) e em Guanhães (2). Ainda não se sabe se os casos da Mu foram importados ou se há transmissão comunitária no estado.

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Na quarta, 1º de setembro, a OMS informou que cientistas estão analisando a B.1.621, nova variante da covid-19 identificada como "Mu", e identificada pela primeira vez na Colômbia. Segundo a Organização, é preciso realizar mais estudos para saber se ela é menos eficaz as vacinas, mas essa é a tendência de novas mudações: 

“A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de escape imunológico. Dados preliminares apresentados ao Grupo de Trabalho de Evolução do Vírus mostram uma redução na capacidade de neutralização de soros de convalescentes e de vacinados semelhante à observada para a variante Beta, mas isso precisa ser confirmado por estudos adicionais”, afirmou a OMS em relatório.

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Conforme publicado pela CNN, a evolução e mutações do vírus são analisadas diariamente por pesquisadores e instituições ao redor do mundo. Dessa forma, é possível rastrear o trajeto da variante e estimar possíveis trajetos que a cepa possa realizar pelos países.

Situação da Covid-19 no Brasil

O Brasil vê uma queda no número de mortes por covid-19. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o número de óbitos pela doença caiu 79% no país em 140 dias - e ggrande parte disso está relacionado ao avanço da vacinação.

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No entanto, devido às novas variantes da covid-19 que surgem, assim como afrouxamento de medidas de restrição, especialistas não descartam uma nova onda de casos da doença no Brasil. 

Por isso, o Ministério da Saúde recomendou a da terceira dose da vacina em idosos que tenham completado o esquema de vacinação há pelo menos seis meses. Além disso, o intervalo de doses da Pfizer e Astrazeneca deve diminuir para ampliar o número de brasileiros imunizados.


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