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U2: Bono pede desculpas por disco gratuito no iTunes: 'Minha responsabilidade'

Disco Songs of Innocence, do U2, foi adicionado automaticamente a biblioteca dos usuários do iTunes em 2014

Redação Publicado em 22/10/2022, às 18h59

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Bono (Foto: Getty Images)
Bono (Foto: Getty Images)

Bono, vocalista do U2, pediu desculpas novamente por obrigar usuários do iTunes a baixarem disco Songs of Innocence (2014). Em trecho de seu recente livro de memórias, Surrender: 40 músicas, uma história, o músico se responsabilizou pela ideia peculiar.

"Você está falando de música gratuita?" Tim Cook, CEO da Apple, perguntou em reunião realizada em 2014. "Você quer dar sua música de graça? Mas todo o ponto do que estamos tentando fazer na Apple é não dar música de graça. O ponto é assegurar o pagamento dos músicos," afirmou o presidente, segundo Bono.

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"'Não,' eu disse. 'Não quero dar de graça. Você nos paga e, então, vocês distribuem, como um presente para as pessoas. Não seria incrível?", explicou o frontman. Cook não parece ter gostado da ideia, mas Bono insistiu e comparou a situação com uma assinatura da Netflix.

'"Nós não somos uma organização baseada em assinaturas.' 'Ainda não,' eu respondi. 'Deixe o nosso ser o primeiro,'" rebateu. O CEO chegou a levantar o ponto fundamental sobre a discussão do disco: o que aconteceria com as pessoas que não gostam de U2?

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Na época, vários usuários do serviço protestaram contra a adição automática das faixas da banda irlandesa sem qualquer aviso. A ideia de marketing e revolução tecnológica de Bono acabou não funcionando, e ele reiterou que outros integrantes da banda não tiveram culpa.

"Se dar nossa música às pessoas que gostam fosse a ideia, seria uma boa ideia. Mas entregar essas faixas a pessoas que não tem o menor interesse em nossa música é um pouco de retrocesso. Pensei que era algo da internet, mas rapidamente percebi que esbarramos em uma discussão séria sobre tecnologia. Sou totalmente responsável. Pensei que se colocasse nossa música ao alcance das pessoas, elas escolheriam ouvir. Não foi assim."