Relembre "The Piper at the Gates of Dawn" de Pink Floyd e seu universo psicodélico

O álbum de estreia de Pink Floyd apresenta sonoridades que nos levam muito além de uma simples viagem no tempo

Paulo Marinho Publicado em 08/04/2022, às 18h10

Capa do álbum de estreia disponível na Amazon
Reprodução / Amazon

"O flautista nos portões do amanhecer". Essa é a tradução literal do título da obra sonora de Pink Floyd, lançada em 1967. A produção é o único trabalho da banda feito sob liderança de Syd Barrett, que saiu do grupo após apresentar problemas com dependência química.

Com elementos psicodélicos e experimentais, o álbum de estreia do grupo foi inspirado na obra literária infantil “O Vento nos Salgueiros”, e é considerado um dos pioneiros do subgênero “art rock”, onde a guitarra e o teclado predominam com as influências das músicas experimentais. O álbum conquistou a 6ª posição dentre os mais vendidos do Reino Unido, e o 131º nos Estados Unidos. 

As letras podem ser descritas como originais e puras, das épocas em que não apenas se ouvia a música, mas podíamos senti-la em um movimento quase tangível, da qual a dinâmica e eventos dentro de uma única faixa eram constantes e impressionantes, um exemplo disso é a faixa “Flaming”.

Em algumas das faixas, como nas canções “Matilda Mother” e “Pow R. Toc H.", é possível se encantar com as onomatopeias, e o uso harmônico dos instrumentos  para complementar os sons que envolvem as canções, transformando toda a obra em uma combinação agradável e única.

O VENTO NOS SALGUEIROS

O livro que serviu de inspiração para a obra conta a história de quatro personagens antropomórficos, que viviam em uma Inglaterra bucólica. Misticismo, aventura, moral e camaradagem, são os valores presentes no decorrer dos capítulos. 

Para completar a narrativa principal, a obra literária possui diversas histórias curtas e independentes, apresentando o Rato e a Toupeira em aventuras diversas. Um dos trechos nomeado “The Piper at the Gates of Dawn”, conta sobre a busca pelo filho desaparecido da Lontra. Com a ajuda do deus Pan, o deus dos bosques, eles finalmente encontram o filhote. Deus Pan é conhecido por viver em grutas e ficar vagando pelas montanhas e vales. É apreciador de músicas, e tem sempre uma flauta consigo.

No álbum, os longos trechos apenas com instrumentos, sem vocais, levam nossa imaginação a uma outra dimensão. As letras sobre contos de fada, bicicletas, gnomos (como podemos ouvir na faixa 8 “The Gnome”) e espantalhos, somadas à sonoridade psicodélica, dão o toque necessário para explicar o lado místico e aventureiro para um espaço que apenas as pessoas que mergulham nessa obra prima chamada “The Piper at the Gates of Dawn” vão entender.


Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data de publicação deste post. Além disso, assinantes Amazon Prime recebem os produtos com mais rapidez e frete grátis, e a Rolling Stone pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/3d5KDAX

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2UbsHfD