Edu Falaschi, do Almah, comemora participação no Rock in Rio e nova geração no heavy metal brasileiro

"Hoje temos boas escolas, bons instrumentos, bons estúdios", afirma o vocalista da banda Almah
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Edu Falaschi
Reprodução / Danillo Facchini
por Lucas Reginato
6 de Abril de 2013 às 09:45

“Vai ser igual quando o cara levanta a taça na Copa do Mundo”, brinca o vocalista Edu Falaschi sobre a confirmação de sua banda, o Almah, no Rock in Rio. Ele exalta a boa notícia, que acompanha outras novidades, depois de dois anos não tão felizes.

“Foi uma época muito difícil, muita polêmica, muita coisa rolando. Saí do Angra, mudança de formação no Almah, e culminou no final do ano passado com a morte da minha mãe”, conta o cantor. Em meio a isso tudo, uma apresentação “traumática” com o Angra no Rock in Rio 2011. “Deu problema no som, e o maior prejudicado fui eu, né?”

Também por isso, Falaschi comemora o convite dos organizadores para se redimir, desta vez com uma banda que pode chamar de sua. “Eles entraram em contato para reverter aquela situação”, explica o músico, que planeja a apresentação do Almah em conjunto com outro exemplar do heavy metal, o Hibria. “Vamos fazer uma mistura, eles vão fazer nosso som, a gente vai tocar sons deles e no final vamos fazer alguma canção representativa do heavy metal.”

Falaschi destaca o Hibria como um dos representantes de uma otimista nova geração do heavy metal nacional. Ele aponta o bom momento para o gênero citando o line-up do próprio Rock in Rio. “Estou contente de ver uma mudança de comportamento. Nesse ano vai ter o Almah, o Hibria, o Krisiun, o André Matos com o Viper, o Sepultura”, enumera o músico, que cita ainda outras bandas como Nervosa, Shadowside e Hangar. “Antigamente, tinha muita banda que tinha dificuldade para mostrar um trabalho de qualidade. Hoje temos boas escolas, bons instrumentos, bons estúdios, bons produtores. É uma força crescente que pode fazer uma diferença nos próximos anos. Espero que tenha uma sequência.”

Além do Rock in Rio, o Almah tem como novidade neste ano um novo disco, o quarto da banda e o primeiro desde que o vocalista saiu do Angra para se dedicar exclusivamente ao projeto. “O novo álbum tem uma cara mais para cima. O Motion (2011) é um disco pesado para caramba, com uma cara mais tensa, mais obscura. O novo está mais para frente, com músicas rápidas”, sobre o disco, que está em fase de pré-produção. Ainda neste mês os músicos devem entrar em estúdio para que o trabalho chegue ao público até o meio do ano.

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