Emicida cancela show no RS após não receber cachê

Apresentação na última sexta, 9, em Pelotas não ocorreu sob alegação de que o contrato não foi cumprido; "Infelizmente, essa atitude teve de ser tomada", falou o produtor Evandro Fióti à Rolling Stone Brasil
  • Imprimir
Emicida
Marcos Hermes/Divulgação
por Bruno Raphael
12 de Dez. de 2011 às 13:25

Uma apresentação do rapper Emicida na última sexta, 9, em Pelotas, não ocorreu, segundo comunicado oficial, devido a uma quebra de contrato pela Dypraxe Produções, responsável pelo show no espaço DC Eventos. Em entrevista por e-mail à Rolling Stone Brasil, o produtor Evandro Fióti esclareceu que trabalha em uma nova possibilidade de show na cidade, e negou os boatos de que teriam sido agredidos pela polícia.

Leia textos das edições anteriores da Rolling Stone Brasil – na íntegra e gratuitamente!

"Nossa maior preocupação era sair da cidade", diz Fióti. "Estou trabalhando nisso [nova data para o show] pelo público, que não tem nada a ver com isso, mas precisava saber o que estava acontecendo, uma vez que esse contratante já está devendo quatro artistas. Infelizmente, essa atitude por nossa parte teve de ser tomada."

A nota oficial publicada no blog do rapper afirma que o contrato para a apresentação havia sido feito com um mês de antecedência. "Cauê Santana, organizador do evento, agiu de má fé ao certificar que tudo estava correto para que o evento ocorresse", escreveu a produção, que alega ter aguardado o pagamento até às cinco da manhã. "Cansados de esperar e correr atrás de alguém honesto [...], a equipe do Laboratório Fantasma [produção do rapper] tomou a decisão de abandonar o local. Neste momento, as portas que davam acesso ao estacionamento onde a van do artista estava foram trancadas e alegaram que a chave havia 'sumido'."

Segundo o jornal Diário Popular de Pelotas, os problemas não se restringiram apenas ao cachê de Emicida, mas também ao público da área vip da casa de shows, que ficou sem distribuição de bebida no local, um serviço que era incluso no preço do ingresso. A nota de Emicida afirma que, após esses acontecimentos, as pessoas ali presentes começaram a depredar a DC Eventos. "Quando a polícia chegou ao local [...], o próprio Emicida, em uma tentativa de explicar a situação, foi empurrado pelos policiais que chegaram a erguer o cassetete [...]."

Fióti diz ainda que o Laboratório Fantasma foi roubado durante a confusão. "Roubaram a cabeça de fita [espécie de capacete que imita o personagem da capa da mixtape Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe (2009)]", disse. "Mas já construímos outra para o show que fizemos sábado, em Gravataí."

Ao Diário Popular, o DC Eventos negou qualquer envolvimento com o contrato, passando a responsabilidade do cachê para a Dypraxe. "Nós apenas locamos uma parte do DC", disse Alvinho Carvalho. "Não temos nada a ver com a promoção deste evento."