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A Hora Mais Escura causa polêmica e não deve ser lançado no Paquistão

Paquistaneses afirmam que visão do filme sobre o país é equivocada e cinemas não devem exibir o indicado ao Oscar

Redação Publicado em 21/02/2013, às 14h02 - Atualizado às 15h03

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A Hora Mais Escura - Reprodução
A Hora Mais Escura - Reprodução

A Hora Mais Escura, longa de Kathryn Bigelow concorrente ao Oscar de Melhor Filme, já causou muita polêmica nos Estados Unidos e agora começa também a despertar críticas no Paquistão, onde maior parte da história se passa. Segundo reportagem do site da NBC, o filme ainda não foi lançado no país, mas já é amplamente atacado pela opinião pública.

Oscar 2013: os segredos de A Hora Mais Escura.

Segundo o jornalista local Nadeem Farooq Paracha, A Hora Mais Escura exibe um estereótipo bastante equivocado da sociedade paquistanesa e as cidades exibidas no longa não se parecem nada com a realidade. Ele afirma que o filme foi feito para constranger os habitantes, o exército e a cultura do Paquistão. Mesmo que não tenha chegado aos cinemas, muitas cópias piratas já foram distribuídas e despertaram manifestações contrárias nas redes sociais. Tanto as críticas como a própria pirataria agora são usadas como argumentos para os distribuidores não investirem no lançamento da obra no país.

Responsáveis pelas redes de cinema paquistanesas garantem que a decisão de não exibir o filme é puramente empresarial. “Como um distribuidor local, não há viabilidade financeira para mim”, disse Mohsin Yaseen, gerente do Cinepaz, a maior rede do Paquistão. “Se você vai dizer algo sobre uma parte complicada do mundo, tem que fazer direito”, bradou.

Nos Estados Unidos, congressistas já haviam condenado o filme por exibir cenas de tortura que, segundo eles, são inverídicas. De qualquer modo, A Hora Mais Escura agradou a Academia, que o indicou para cinco prêmios Oscar – além de Melhor Filme, concorre também a Melhor Atriz (Jessica Chastain), Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Roteiro Original.