11 de setembro e a música: canções para homenagear heróis e lembrar das vítimas

Redação Publicado em 11/09/2015, às 15h11 - Atualizado às 13h33

Os ataques ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, mexeram com a cabeça e com os sentimentos de vários nomes do rock e da música pop. Aqui, uma seleção de faixas inspiradas pela tragédia.
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O bardo canadense rumina sobre a nova ordem mundial nesta lacônica faixa de Dear Heather (2004): “Algumas pessoas dizem que nós merecemos isso/ Por crimes contra Deus/ Por crimes contra o mundo”, ele lamenta.
O ex-beatle estava em Nova York no dia da tragédia e ficou chocado quando viu o local do ataque. No dia seguinte, escreveu esta canção que prega a luta pela liberdade como um ato diário. Ela foi o lado B do single "From a Lover to a Friend", do ábum Driving Rain.
Esta canção, lançada no álbum Elephunk (2003), marcou o grupo: foi a primeira com a participação da então nova integrante, Fergie. "Where Is The Love?" fala das consequências do ataques terroristas e também tece comentários sobre racismo, guerra, intolerância e a hipocrisia do governo norte-americano.
Nesta faixa de It's Not Me, It's You (2009), Lily é direta. Ela critica as pessoas que morrem em nome de Deus, falando que isso já acontecia “muito antes daquele setembro/muito antes de sequestrarem aviões”.
O título já diz tudo. Nessa caótica canção antiguerra, lançada na trilha do filme Em Má Companhia (2002), a banda virtual de Damon Albarn e seus convidados, o grupo D12 e o músico Terry Hall, criam uma clima apocalíptico, citando Saddam Hussein e Osama Bin Laden.
A polêmica faixa do álbum Christ Illusion (2006) foi escrita sob o ponto de visão imaginário de um dos terroristas que estaria participando do ataque. No final da faixa, os autores Tom Araya e Jeff Hanneman usaram palavras reais de Mohamed Atta, um dos mentores do 11 de setembro.
A banda inglesa usa os ataques de 11 de setembro de 2001 e os atentados ocorridos nos transportes públicos de Londres em 2005 para provocar a mídia, que, segundo eles, sempre procura bodes expiatórios nesse tipo de ocasião.
Lançada em Vapor Trails (2004), esta canção era originalmente um instrumental. Depois, ganhou letra do baterista Neil Peart, comentando o 11 de setembro (“espadas contra o Reino/Tempo contra a Torre”) e falando das forças do terror que se opõem às pessoas que desejam a paz.
A canção-título do álbum que Springsteen lançou em 2002 usa imagens bíblicas para detalhar a provação de um bombeiro que subiu as Torres Gêmeas e viu de perto morte e destruição.
Esta balada do astro country Alan Jackson é uma das mais lembradas sobre os ataques terroristas. Jackson comentou que tentou escrever uma canção que não fosse vingativa ou patriótica e refletisse seus sentimentos de perplexidade perante o trágico acontecimento.