Dez shows de despedida que gostaríamos de ter visto

Redação Publicado em 22/07/2013, às 18h29 - Atualizado em 23/07/2013, às 08h18

Galeria - Últimos Shows - Abre - Nirvana
AP

Johnny Cash já estava visivelmente abatido quando se apresentou em Hiltons, Virginia, nos Estados Unidos. O show foi em julho de 2003 e o músico havia completado 71 anos. Em setembro daquele ano, Cash se foi. Aqui, o mestre do country canta “Understand Your Man”.
Tudo bem, o Led Zeppelin acabou quando morreu John Bonham. Mas a banda voltou para uma apresentação comemorativa em 2007, hoje conhecida como o registro Celebration Day, certo? O que custa uma nova reunião? Aparentemente, muito. Durante a divulgação do lançamento de DVD e CD gravado na O2 Arena há seis anos, Robert Plant fez questão de responder de forma ácida a todas as questões que esbarravam na temática do retorno. Quando Plant disse que estaria disponível para uma possível reunião em 2014, foi a fez do baixista John Paul Jones dizer que a agenda dele está apertada. Será que desta vez vai?
The Last Concert, como o nome do disco já diz, foi o último show da vida do brilhante Roy Orbison. Hit maker com voz grave aveludada, o músico morreu dois dias depois daquela noite de 4 de dezembro de 1988. Infelizmente, não temos imagem da apresentação, mas temos o áudio, que pode ser ouvido no player ao lado.
É quase inevitável que uma lágrima escorra ao se ver as imagens da apresentação dos Beatles no topo do prédio da Apple Records, em Londres, na Inglaterra. O show foi no dia 30 de janeiro de 1969, um ano antes de o quarteto de Liverpool chegar ao fim oficialmente. Mas os Beatles não se apresentavam juntos há anos e, por fim, tornou-se a última reunião de Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
David Bowie prefere a reclusão. É compreensível? É. Precisamos gostar disso? Não. O músico inglês lançou um disco em 2013, The Next Day, mas não interrompeu o silêncio. Bowie não deu uma entrevista sequer. A última aparição em público foi em novembro de 2006, em Nova York. Nela, ele cantou ao lado de Alicia Keys uma versão de “Changes”.
Algo de errado acompanhava Kurt Cobain, mas o mundo nunca soube exatamente o quê. Em março de 1994, Kurt subiu ao palco pela última vez com o Nirvana. Foi uma barulhenta apresentação em Munique, na Alemanha. Um mês depois, o vocalista foi encontrado morto em Seattle, cidade-berço do grunge. A apresentação foi uma das mais curtas da turnê, com 80 minutos de duração, e o vocalista interrompeu a performance por causa de uma dor de garganta. No vídeo de três músicas temos “Radio Friendly Unit Shifter”, “My Best Friend's Girl” e “Drain You”.
Também na Alemanha foi o último show da carreira de Jimi Hendrix. O revolucionário guitarrista deu seu último espetáculo de distorção e ousadia no Open Air Love & Peace Festival. Foi o show final de uma turnê de seis apresentações em seis dias. Jimi morreria apenas dez dias depois.
Também foi uma triste despedida para o The Clash. O último show aconteceu em 1983 e certamente não precisava ser assim. A banda inglesa, naquele mês de maio, gozava de um prestígio incrível com o LP Combat Rock, que era um sucesso absoluto: não por acaso, estão neste disco dois dos maiores hits da carreira deles, “Should I Stay or Should I Go” e “Rock the Casbah”. Mas, quando eles se apresentaram no festival em San Bernardino, na Califórnia, no qual eles dividiam com David Bowie e Van Halen o posto de atrações principais, o Clash era uma banda despedaçada: Mick Jones e Joe Strummer mal se falavam naquela época.
Elvis Presley mostrava estar fora de forma, mas não desapontou os 18 mil presentes no Market Square Arena, em Indianápolis. Aos 42 anos, ele exibia pouco fôlego ao microfone, mas o vozeirão não deixava dúvidas de que ele ainda era o rei. Dois meses depois, em 16 agosto, Elvis morreu.
A marra de Johnny Rotten transborda na última canção executada pela versão completa do Sex Pistols. Ele, veja, só, canta “No Fun”, cover to Stooges. Durante toda a música, parece que o vocalista está dando uma mensagem sobre a própria turnê da banda: Rotten não estava feliz com ela naquela noite de 14 de janeiro de 1978, última data da turnê norte-americana, em São Francisco, na Califórnia. Três dias depois, a banda se separou.