Pet Sounds e a crítica

Paulo Cavalcanti Publicado em 16/05/2016, às 19h33 - Atualizado às 20h20

Ao longo dos anos, críticos, jornalistas e músicos emitiram suas respectivas opiniões a respeito de Pet Sounds, disco dos Beach Boys que completa 50 anos nesta segunda, 16. Aqui estão algumas delas.
 
Por Paulo Cavalcanti
AP

“Eu gostaria de escrever sobre os Beach Boys. Fun, fun, fun. O que eu poderia dizer sobre eles? Os Beach Boys atingem diretamente o meu coração, a minha alma. Como eu poderia escrever sobre eles? Eu encontrei a música dos Beach Boys quando estava completamente só. Em uma semana, Pet Sounds virou meu melhor amigo. Eu o elegi como o melhor disco que já foi feito, e isto sem a opinião de ninguém. Até hoje mantenho minha palavra.” Paul Williams para a revista Crawdaddy!


Pet Sounds é a declaração pessoal de Brian Wilson, o garoto-prodígio que apurou o ouvido para criar a trilha sonora dos jovens da classe média norte-americana. Depois, descobriu o acorde perdido de Deus. Ficou louco e finalmente emudeceu.” David Dalton, para a Rolling Stone EUA


“Em Pet Sounds, Brian Wilson escreve canções tristes sobre solidão e mágoa. Também escreve canções tristes sobre a felicidade.” Nik Cohn para a New York Magazine


“Todo mundo canta sobre solidão como se fosse consequência de uma decepção amorosa. Neste álbum, Brian canta como se fosse uma atividade a ser seguida.” Richard Goldstein para The Village Voice


“Convidado para jantar? Leve uma garrafa de vinho e uma cópia de Pet Sounds. Nunca se esqueça: envie este disco para o seu primeiro amor – também para o último.” John Milward no livro The Beach Boys Silver Anniversary


“No inicio, os Beach Boys eram tolos e divertidos. Depois ficaram esquisitos e fantasmagóricos. No meio disso, está Pet Sounds. Eu acho que todo mundo ama o disco porque dá tudo certo nele.” Elvis Costello

“Em Pet Sounds, Brian Wilson virou as costas para o tipo de som com o qual ele tinha sucesso. Isto não é só ser gênio. Precisa ter coragem.” Billy Corgan


"Quando ouvi Pet Sounds pela primeira vez, tive aquele tipo de sentimento que vai desaparecendo conforme você vai ficando mais velho e blasé. Foi algo além da lógica. É como quando você se apaixona e é simplesmente arrastado.” George Martin