No aniversário da Madonna, 20 canções dela para deixar seu dia muito melhor

Paulo Cavalcanti Publicado em 16/08/2018, às 06h00

Madonna
Charles Sykes/Invision/AP

Ao longo de mais de 30 anos de carreira, Madonna foi responsável por uma avalanche de canções que marcaram a história da música pop. Aqui estão 20 das mais importantes e bem sucedidas delas.


“This Used to Be My Playground” - 1992

Madonna foi coadjuvante em Uma Equipe Muito Especial, comédia sobre beisebol estrelada por Tom Hanks e Geena Davis. “This Used to Be My Playground” foi escrita para a trilha sonora e a suntuosa balada logo se tornou outro mega sucesso para a cantora.


“Bitch I'm Madonna” - 2015

“Algumas pessoas acham que as mulheres não devem agir de certa forma quando chegam a uma determinada idade”, disse Madonna à RS. A autocelebratória “Bitch I'm Madonna”, do álbum Rebel Heart, é um comentário que prova o quão vital Madonna ainda é para o mundo da música, mesmo com o passar dos anos. Nicki Minaj faz uma precisa participação especial.


“Live to Tell” - 1986

A canção apresentou um outro lado de Madonna: sério, atmosférico e misterioso. Na letra, uma mulher fala de um trauma com a qual ela tem que conviver. Apesar de a faixa ter uma estrutura pouco convencional, valeu o risco – ela chegou à primeira posição. Até hoje os fãs interpretam o significado de “Live to Tell” de várias maneiras. Mas a própria Madonna nunca abriu o jogo a respeito: “Esta é uma canção com uma mensagem verdadeira, mas ela não é necessariamente autobiográfica”, falou.


“Crazy for You” - 1985

O filme em Busca da Vitória tinha como astros Matthew Modine e Linda Fiorentino e foi um dos sucessos cinematográficos dos anos 1980. A balada atmosférica “Crazy for You” foi o ponto alto da trilha sonora e Madonna até apareceu na tela entoando a canção, que deu à estrela em ascensão ainda mais visibilidade.


“Beautiful Stranger” - 1999

Madonna entrou no universo da lisergia com esta faixa, que foi destaque da trilha da comédia Austin Powers: O Agente Bond Cama. A canção, produzida por William Orbit, é um delicioso pastiche retrô, ligeiramente decalcada em “She Comes in Colours”, da banda psicodélica Love.


“Lucky Star” - 1983

A faixa de abertura do autointitulado primeiro álbum de Madonna foi um cartão de visitas perfeito. A cantora gravou uma versão demo com uma influência mais explícita de rhythm and blues. Depois, com a ajuda de John “Jellybean” Benitez, deu à canção um pique mais balançado, bem típico da década de 1980. A MTV começou a exibir o clipe da canção e logo todas as garotas estavam imitando o visual da cantora.


“Express Yourself” - 1989

Outro grande momento de Like a Prayer, “Express Yourself” é uma canção em que Madonna fala diretamente ao coração das garotas, clamando que elas sejam mais assertivas. Muitos notaram que “Born This Way”, de Lady Gaga, tinha muitas similaridades com a faixa. A própria Madonna comentou: “É, ela me soa familiar”.


“Ray of Light” - 1998

Um das mais bem-sucedidas canções de Madonna a transitar pelo som eletrônico, “Ray of Light” batizou o álbum lançado pela cantora há 20 anos. O produtor William Orbit mandou uma gravação demo para a cantora, que ajustou a letra refletindo um “momento de luz”, como ela mesma dizia. Além de som inovador, a faixa também é um dos mais poderosos trabalhos vocais feitos pela cantora.


“Cherish” - 1989

Quando Madonna escreveu a balada “Cherish”, ela estava em um estado de espírito elevado. “Eu me encontrava bem otimista, mas sabia que esta situação não iria durar”, ela comentou. Posteriormente, falou: “É engraçado... as canções mais bobas são as que fazem mais sucesso”. O hit foi valorizado pelo sofisticado vídeo dirigido por Herb Ritts.


“La Isla Bonita” - 1986

Os compositores Patrick Leonard e Bruce Gaitsch apresentaram o rascunho desta canção aos produtores de Michael Jackson, que não se interessaram por ela. Depois, levaram para Madonna, que gostou e reescreveu a letra. Madonna sempre foi muito popular na América Latina e a canção, refletindo esta atmosfera caliente, traz expressões em espanhol e é conduzida por uma guitarra flamenco. “La Isla Bonita” tornou-se um tributo aos milhões de fãs que vivem abaixo da Linha do Equador.


“Papa Don’t Preach” - 1986

Esta faixa de True Blue, escrita por Brian Elliot (com letra adicional de Madonna), a princípio não interessou à cantora, mas depois de ouvir a demo novamente, ela se encantou: “Eu acho que canção fala da relação de uma garota com o pai dela. Ela quer manter a intimidade com ele, mas também não deseja que ele se meta em demasia na vida dela, e que ele não fique dando sermão”. O importante é que o refrão de “Papa Don’t Preach” grudava na hora e, assim, Madonna teve mais um hit nas paradas.


“Holiday” - 1983

Quando Madonna estava concluindo seu álbum de estreia, o executivo Michael Rosenblatt, da gravadora Sire, ouviu o resultado e disse: “Precisamos de mais uma faixa. Algo agitado e com cara de hit certo”. Ele conseguiu mais verba para concluir as gravações e falou aos produtores da cantora para irem atrás da aguardada canção. John “Jellybean” Benitez apareceu com “Holiday”. Assim como previu Rosenblatt, “Holiday” foi um hit mundial. No clipe da canção estão Christopher Ciccone, irmão da cantora, e a amiga dela Erica Bell.


“Justify My Love” - 1990

Uma das canções mais subestimadas do repertório de Madonna, “Justify My Love” tem uma condução melódica baseada em um sample do grupo de rap Public Enemy. A faixa foi escrita por Lenny Kravitz e Ingrid Chavez, que trabalhava com Prince. A canção, que lida com fantasias sexuais, ganhou um vídeo polêmico, também muito lembrado até hoje.


“Music” - 2000

Por muito tempo, Madonna cantou sobre sexualidade, gêneros e condição feminina. Mas em “Music”, ela finalmente tratou do poder da música em si. Apesar de a faixa ter uma levada moldada na disco music, a inspiração veio de outro local. Segundo Madonna contou à RS em 2000, ela estava assistindo a um show do The Police e, quando a banda começou a tocar os grandes hits, notou o êxtase dos fãs. “Pensei: 'isso é o que a música faz com as pessoas'."


“Borderline” - 1983

Primeira canção de Madonna a entrar no Top 10, “Borderline” juntou vários estilos musicais dançantes que eram populares em Nova York no começo dos anos 1980. O bem-sucedido vídeo da canção, rodado em Los Angeles, já mostrava ao crescente público da MTV quem iria dar as cartas a partir daquele momento.


“Vogue” - 1990

A canção é uma justaposição do vintage com o moderno. A letra de “Vogue” recorda a era de ouro de Hollywood, com todo seu glamour e astros de cinema imortais. Mas a faixa é embalada pelas batidas mais modernas de house music do começo dos anos 1990. Nesta celebração da política da dança, Madonna fala que a pessoa pode se tornar uma estrela apenas fazendo pose. “A beleza está onde você a achar, siga a corrente”, ela canta.


“Into the Groove” - 1985

A cantora ainda era uma desconhecida perambulando pelas ruas de Nova York quando teve a inspiração para “Into the Groove”. Ela concluiu a canção com a ajuda de Stephen Bray, baterista da banda punk na qual ela cantava. A artista fez uma gravação demo, que não se mostrava tão diferente do registro comercial. A dançante faixa foi usada no filme Procura-se Susan Desesperadamente e logo ganhou as rádios.


"Like a Prayer” - 1989

Um das mais importantes características da obra de Madonna é o conflito entre a espiritualidade e a sexualidade. Com toques de gospel, “Like a Prayer” é um poderoso comentário a respeito destes dois universos. Na época, ela falou à RS: “Eu rezo o tempo todo. Eu rezo quando estou encrencada e também quando estou alegre”. A canção e o clipe causaram uma enorme polêmica. Os canais convencionais de televisão o baniram, mas a alta rotação na MTV garantiu que ele se tornasse popular. No vídeo, que alguns setores acusaram de “blasfemo”, Madonna visita uma igreja católica, beija um santo negro, dança em frente a cruzes queimando e ainda sofre uma estigmata, que é a manifestação espontânea de feridas sangrentas no corpo, semelhantes às chagas de Jesus Cristo crucificado. “Like a Prayer” é Madonna em seu momento mais intenso e liberador, desafiando um mundo conservador. Ela marcou uma poderosa virada na carreira de Madonna: com a canção, ela já não era uma garota de festa – era alguém a ser levada a sério.


“Like a Virgin” - 1984

Billie Steinberg e Tom Kelly escreveram “Like a Virgin” e pensaram que ninguém iria querer gravar uma música com a palavra “virgem” no título. Mas Madonna adorou. Ela apresentou a música no MTV Video Awards de 1984 – um momento definidor, comparável a primeira aparição dos Beatles no The Ed Sullivan Show, em 1964. Hoje, quando ouvimos a canção, nos lembramos de Madonna rodopiando lascivamente no palco, usando um vestido de noiva e ostentando um buquê.


“Material Girl” - 1984

De uma forma espetacular, “Material Girl” tornou-se um dos maiores hits de Madonna, e, por um bom tempo, também foi uma espécie de marca registrada da cantora, que era chamada justamente de “material girl”. Mas ela afirmou que nunca se identificou muito com a mensagem da canção. “Não sou e nunca fui materialista”, ela disse em 2009 à Rolling Stone. Mas a faixa escrita por Peter Brown e Robert Rans e produzida por Nile Rodgers, do Chic, cristalizou o pop da primeira qualidade feito pela cantora. O vídeo, é claro, é uma paródia do filme Os Homens Preferem as Loiras, estrelado por Marilyn Monroe.