As melhores canções de britpop segundo os leitores da Rolling Stone EUA

Rolling Stone EUA Publicado em 26/05/2015, às 16h11 - Atualizado às 18h05

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Reprodução/ Facebook

A era do brit-pop foi extremamente curta. Não há consenso sobre a exata duração, mas a maioria dos críticos aceita que o movimento teve início em 1991, chegando ao auge em 194 com álbuns premiados de Blur e Oasis, e terminou quando os Rolling Stones entraram na justiça contra o The Verve e as Spice Girls conquistaram a simpatia do público mundial. Todo o processo durou cerca de cinco anos, mas muitas revistas britânicas acreditam que o brit-pop nunca acabou. Há uma obsessão com o período que tem crescido recentemente. Já que o Blur lançou um novo álbum em 2012 e Noel Gallagher está em turnê, a Rolling Stone EUA perguntou aos leitores quais as melhores faixas de brit-pop. Veja a seguir o resultado.


10. Blur, "Coffee & TV"

O Blur lançou 13, o sexto álbum de estúdio da banda, em um cenário musical mutante. Enquanto a cena era dominado por artistas como Britney Spears, Eminem e Korn, o grupo agia diferente daquilo que fazia sucesso, mesmo com o britpop em franca decadência. Enquanto isso, a própria banda enfrentava tempos de turbulência. Com enormes dificuldades em concordar sobre a direção musical, Damon Albarn trabalhava também no Gorillaz, que fazia enorme sucesso. O guitarrista Graham Coxon escreveu "Coffee & TV" sobre a tentativa de largar o álcool através do hábito de beber café enquanto assiste TV. Ele canta uma música sobre ele mesmo e soa como meados dos anos 1990 mais do que qualquer faixa em 13. A canção se tornou um hino para os fãs, além de ser tida como um marco do fim do britpop.


9. Oasis, "Champagne Supernova"

A faixa que encerra (What's the Story) Morning Glory? é uma obra-prima psicodélica de sete minutos que se tornou uma das assinaturas do Oasis. Noel Gallagher, autor da música, admitiu não saber o significado da letra, dizendo que nunca foi o objetivo dele fazer de “Champagne Supernova” algo além de um conjunto de frases bonitas. De qualquer maneiras, os fãs do Oasis, sempre que bêbados, vão levantar os braços para cantar essa canção.


8. Blur, "Song 2"

O Blur nunca fez muito sucesso nos EUA. Eles enfrestaram os mesmos dois problemas que o grupo Kinks teve de lidar anteriormente: eles não faziam muitos shows em solo norte-americano e, para os fãs, a música era britânica demais. Alguns dos clássicos do Blur são completamente desconhecidos pelos norte-americanos. A maior exceção é, certamente, “Song 2”, de 1997. Caso você encontre alguém que não conheça “Song 2”, apenas diga que é a música na qual o vocalista grita “woo-hoo”. Ele a reconhecerá imediatamente. O Blur não tocou a faixa em recente show em Londres para divulgar The Magic Whip. No entanto, quando estiveram em Nova York como o mesmo objetivo, eles não hesitaram em fazer o público cantar “woo-hoo”.


7. Oasis, "Wonderwall"

É um pouco surpreendente que essa faixa não esteja em uma posição mais alta na lista. Quando a maioria das pessoas pensa no Oasis, a música que vem à cabeça é “Wonderwall”. Quando Noel Gallagher afirmou que Jay Z não pertencia ao Glastonbury, o rapper fez questão de tocar um trecho da canção. Inspirada em um projeto solo de George Harrison, o hit de 1995 foi tocado em todo mundo. A MTV passou o clipe repetidamente, levando o Oasis aos EUA. As notas iniciais são o suficiente para levar os fãs à loucura.


6. Blur, "Parklife"

Muitos acreditam que o movimento britpop floresceu em agosto de 1994, quando o Oasis lançou Definitely Maybe e o Blur divulgou Parklife. O single, que tem o mesmo nome do disco, conta com uma letra inspirada no Hyde Park de Londres, dando a impressão que foi feita especialmente para o público britânico. A canção conta com a colaboração de Phil Daniels (ator que interpretou Jimmy no filme Quadrophenia), que, ao lado de Damon Albarn, recita versos no refrão. No clipe, a dupla Beavis and Butt-head reclamam do sotaque de Albarn, “que língua esse cara está falando?”, “foda-se a Inglaterra. Sabe aqueles idiotas dos Beatles? Eles estragaram a música”.


5. Blur, "Girls and Boys"

O primeiro single de Parklife foi lançado em março de 1994, alcançando a quinta colocação das paradas do Reino Unido. A dançante canção apresenta o Blur em um momento único, permanecendo no setlist da banda até os dias de hoje. A capa do single foi inspirada em uma embalagem de camisinha. “Amar nos anos 1990 é paranoico”, canta Albarn. Aparentemente, o Blur dominaria o ano de 1994, no entanto o Oasis lançou “Supersonic”, dando continuidade ao clima de guerra.


4. Oasis, "Live Forever"

De muitas maneiras, “Live Forever” é a música que deu ao Oasis um nascimento. Noel Gallagher começou a escrever a faixa em 1991, enquanto trabalhava em uma construtora. Inspirada em “Shine a Light”, dos Rolling Stones, a canção deu ao grupo o primeiro contrato profissional. A faixa foi o terceiro single do álbum Definitely Maybe. Na primeira aparição no programa de David Letterman, “Live Forever” foi a escolhida do Oasis para se apresentar ao público norte-americano.


3. The Verve, "Bittersweet Symphony"

A maioria das bandas de rock sonham em escrever canções de separação como "Bittersweet Symphony”. No entanto, o sonho do Verve se tornou um pesadelo. A faixa usa um sample da Andrew Oldham Orchestra tocando “The Last Time”, dos Rolling Stones, que tinha os direitos relacionados ao grupo ABKCO, de Allen Klein. O produtor reclamou os direitos sobre o hit do Verve, gerando um complexo processo jurídico. “Se eles conseguem fazer uma música melhor, eles podem ficar com o dinheiro”, afirmou Keith Richards em 1999. Todos os problemas culminaram na separação do The Verve no mesmo ano.


2. Oasis, "Don't Look Back In Anger"

Bob Dylan lançou Don’t Look Back em 1967, 12 anos depois, David Bowie divulgou “Look Back in Anger”. Os títulos foram fundidos na primeira faixa do Oasis que contava com Noel Gallagher nos vocais. O músico descreveu a canção como um cruzamento entre músicas dos Beatles e do Bob Dylan.


1. Pulp, "Common People"

Em 1988, Jarvis Cocker estudava na Central Saint Martins quando começou a falar com uma jovem grega, extremamente rica, que, nas palavras dela, gostaria de viver como uma “pessoa comum”. O encontro ficou marcado na cabeça do músico, que escreveu “Common People”. A faixa se tornou um hit na Inglaterra, diminuindo a relevância das outras músicas do Pulp. O sucesso foi tamanho que diversos fãs tentaram rastrear a garota grega. Recentemente, foi revelado que ela se chama Danae Stratou, esposa do ministro de finanças da Grécia. O mistério fez com que a faixa se tornasse imortal.