A música brasileira contada em documentários

Redação Publicado em 16/12/2012, às 10h31

A história sobre a música brasileira começa a chegar às telas com uma série de documentários imperdíveis. Aqui selecionamos dez.
Divulgação

Rock Brasília - Era de Ouro

Lançado pelo cineasta Vladimir Carvalho em 2011, Rock Brasília - Era de Ouro flagra o surgimento das três grandes bandas de rock da capital federal nos anos 1980: a Legião Urbana, a Plebe Rude e o Capital Inicial. Entretanto, além de destrinchar detalhes sobre a trajetória dos grupos, o documentário mostra mais sobre os pais dos músicos e tem nas imagens de arquivo do show que a Legião Urbana fez no estádio Mané Garrincha, em 1988, um de seus momentos mais fortes.


Raul - O Início, o Fim e o Meio

Irmão de Vladimir Carvalho, Walter Carvalho é outro cineasta que se dedicou a retratar o rock brasileiro em seus filmes. Diretor da cinebiografia Cazuza - O Tempo Não Para, Walter fez um extenso trabalho de pesquisa para desvendar os mistérios de Raul Seixas em Raul – O Início, o Fim e o Meio. Sem medo de tocar na ferida, o filme fala abertamente sobre os casamentos, o misticismo e os fãs do baiano, além de detalhar a parceria de Raul com o hoje escritor Paulo Coelho.


“Uma Noite em 67

Em 1967, a final do III Festival de Música Popular Brasileira, organizado pela Rede Record, reuniu em seu palco jovens que mudariam a história da canção brasileira nos anos seguintes. Naquela noite, nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque davam seus primeiros passos para mostrar novas músicas e ideias ao país governado pela ditadura militar. Quarenta anos depois, o documentário Uma Noite em 67 registra os grandes momentos do Festival e conversa com seus protagonistas para saber o que ficou daqueles dias.


Tropicália

Lançado em setembro de 2012 nos circuito comercial, o documentário Tropicália tem uma missão ingrata: explicar em cerca de 80 minutos um dos movimentos musicais mais importantes da história do Brasil. Dá quase certo: o filme conta, sem grandes detalhes, como as ideias de Caetano Veloso e Gilberto Gil surgiram, além de situar bem o espectador no contexto daquela época. Para os iniciados, as melhores partes do filme são a apresentação de Caetano Veloso na TV portuguesa e a participação dos tropicalistas no Festival da Ilha de Wight.


Paulinho da Viola - Meu Tempo é Hoje

Com roteiro do escritor Zuenir Ventura, Paulinho da Viola - Meu Tempo é Hoje foi lançado em 2004, e joga boa luz sobre um dos maiores e mais refinados sambistas brasileiros, Paulinho da Viola. Em tom de crônica, o filme aborda temas como a relação de Paulinho com a escola de samba Portela, a herança musical de seu pai, César Faria, e a paixão do músico por marcenaria e bilhar.


Botinada: A Origem do Punk no Brasil

Dirigido pelo apresentador Gastão Moreira, Botinada: A Origem do Punk no Brasil é um ótimo ponto de partida para quem quiser entender o começo do movimento punk no país, entre o fim dos anos 1970 e o começo dos 1980 - especialmente em Sâo Paulo. Principal foco do documentário, a capital paulista foi berço para grupos seminais do gênero, como Inocentes, Cólera e Ratos de Porão. Para quem conhece bem o assunto, o principal atrativo de Botinada fica por conta de imagens como um show do Cólera na TV Tupi em 1980.


Daquele Instante em Diante

Figura central da cena independente paulistana na década de 1980 e influência para nomes como Zélia Duncan e Tulipa Ruiz, o cantor Itamar Assumpção é a estrela principal de Daquele Instante em Diante. Cheio de depoimentos de companheiros de jornada do artista, como os músicos da Banda Isca de Polícia e o compositor Arrigo Barnabé, o filme de Rogério Velloso é a oportunidade para quem quiser saber mais sobre um dos maiores cancionistas brasileiros.


Vou Rifar Meu Coração

Desde o começo dos anos 2000, quando o historiador Paulo César de Araújo lançou o livro Eu Não Sou Cachorro Não, a música brega de artistas como Odair José, Waldick Soriano e Amado Batista tem passado por uma revalorização na cena nacional. Vou Rifar Meu Coração, lançado recentemente pela diretora Ana Rieper, segue a linha do livro de Araújo, falando sobre como as músicas desses e outros artistas tidos como cafonas mudou a vida de muita gente ao longo dos últimos 40 anos no país.


Simonal: Ninguém Sabe o Duro Que Dei

Uma carreira de sucessos interrompida por um mal-entendido cruel. Essa é a história de Simonal: Ninguém Sabe o Duro Que Dei, lançado em 2009. Dirigido por Cláudio Manoel (do Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal, o filme passa a limpo a história de Wilson Simonal, dando destaque para inocentar o cantor da acusação de ter sido colaborador da ditadura militar, algo que o relegou ao ostracismo no começo da década de 1970.


Loki

De 2006, Loki é um retrato comovente sobre a vida (e a sobrevivência) do baixista/tecladista dos Mutantes, Arnaldo Baptista. Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, o filme mostra a trajetória de Arnaldo, de sua infância no bairro da Pompeia até os dias de hoje - passa pelo grupo que o músico teve com Rita Lee e Sérgio Dias e o acidente pelo qual Baptista passou no final do ano de 1982, quando caiu de uma janela no quarto andar da ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público, em São Paulo.