Música e matemática: dez canções sobre números

Redação Publicado em 15/08/2013, às 16h04 - Atualizado às 16h15

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A contagem básica de quase todas as músicas do universo pop – 1, 2, 3, 4 – serviu para o refrão de Coolio na música “1, 2, 3, 4 (Sumpin’ New)”, lançada junto a seus principais sucessos no disco Gangsta's Paradise, em 1995. Ele ainda afirma: “1, 2, 3, 4 é como o ABC, se o hip-hop não desse dinheiro eu faria de graça”.
Feist também aproveitou-se da contagem musical em seu maior sucesso, a canção “1234”, que ficou famosa principalmente em um comercial da Apple. Ela ainda vai além e desafia a lógica no segundo refrão, quando diz “1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 e 10. O dinheiro não pode comprar o amor que você tinha”.
Já o Radiohead, para variar, ruma na direção contrária. A banda de Thom Yorke utiliza uma matemática estranha em “2 + 2 = 5” para falar de um lugar onde as coisas não têm lógica, onde “janeiro tem chuvas de abril” e de onde os personagens parecem não conseguir fugir.
Contar 1,2,3,4 é fácil. Cat Power preferiu fazer o diferente e montar refrão sobre os números “3 6 9”. Embora não tenham algum papel literal na música, a construção é um eficaz achado lírico e parece acelerar a rotina aparentemente desconfortável da protagonista da canção.
Um representante brasileiro mais do que digno na lista, Raul Seixas conta no forró “Os Números” a história de um sonho no qual os números invadem o sertão. E a partir daí ele apresenta o que números como 1, 7 e 12 representam e finaliza: “Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum. Mas as coisas que eu disse não são lá muito comum. Quem souber que conte outra, ou que fique sem nenhum”.
A contagem regressiva de Beyoncé em “Countdown” serve para que a cantora dê nota 10 ao namorado e avise que ela pretende transformar em 3 as 2 pessoas envolvidas na relação.
A lógica é protagonista mesmo na teoria de Harry Nilsson, popularizada pela banda Three Dog Night com a canção “One”. “O número 1 é o número mais solitário que você já viu. 2 pode ser tão ruim quanto, porque é o mais solitário depois do número 1”, diz a letra. Tem sentido.
Diz a lenda que o número “505” da música do Arctic Monkeys representa um idílico quarto de hotel onde as coisas dão certo. Mas seria 505 um pedido de socorro, SOS, travestido de matemática? “Se são 7 horas de voo ou 45 minutos de carro, na minha imaginação você está deitada de lado com a mão entre as coxas”, compartilha o vocalista Alex Turner.
Tom Robinson separou os números ímpares e os números pares no refrão de um de seus principais sucessos, “2-4-6-8 Motorway”. Primeiro ele canta a sequência que dá nome à faixa, e em seguida inverte para “3-5-7-9”. Uma manobra fácil, que entretanto não deixa de ter seu charme.
Já para o Yeah Yeah Yeahs a quantidade precisa ser maior. Em “10 x 10” a banda de Nova York contabiliza as “linhas inclinadas para o beira-mar” e as “esposas que acabam com meu sossego”. O que isso significa já é outra história...