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Ó vida, ó Azar

Laura Carmichael, a Lady Edith da aclamada série britânica Downton Abbey, comenta suas desventuras

Stella Rodrigues Publicado em 16/07/2013, às 20h29 - Atualizado às 20h30

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Laura é Lady Edith - Nick briggs/divulgação
Laura é Lady Edith - Nick briggs/divulgação

Laura Carmichael já se acostumou. Vira e mexe, alguém a aborda com um bordão que parece ser comum aos fãs do seriado Downton Abbey: “Coitada da Lady Edith”. Diante da pergunta “Por que eles não a deixam ser feliz?”, Laura ri e diz: “Eu sei! Não é uma loucura? Acho que é uma daquelas pessoas sem sorte, simplesmente. Mas esse azar no amor a transformou em uma personagem mais forte”.

A personagem em questão é a típica eclipsada irmã do meio, que esperneia pela atenção da família aristocrática fictícia Crawley, tema central da série britânica, ao lado de um batalhão de empregados. Edith, nos episódios mais recentes, passou a desafiar os pais assinando uma coluna em um jornal, algo impensável para uma mocinha do começo do século passado. Exibido no canal pago GNT, Downton Abbey também tem no elenco Maggie Smith, Michelle Dockery e uma enormidade de nomes conhecidos basicamente dentro do Reino Unido. Com aspectos de novela de época e não se encaixando nas tendências da televisão, o programa se tornou um improvável sucesso. Laura atribui o interesse ao fato da profusão de personagens tão diferentes trazer “algo para todo mundo”. “Cada um experimentando o choque das novidades da época”, diz.

A terceira temporada da série vencedora de 2 Globos de Ouro e 9 prêmios Emmy já está na venda no Brasil em DVD, com distribuição da Universal Pictures. O box traz, entre outras coisas, extras que comentam o momento pós-Primeira Guerra, nos anos 20, que é quando se passa a trama do terceiro ano de Downton; um especial sobre os homens da trama; bastidores e um extra sobre a participação da atriz Shirley MacLaine, que interpreta em dois episódios a mãe da Lady Grantham. São mais de duas horas de material inédito.

Já a quarta temporada, que já está sendo rodada e estreia no Reino Unido em setembro, promete trazer ainda mais “modernidades” com a chegada dos anos 20. A série criada por Julian Fellowes terá novos personagens, incluindo o primeiro negro da trama, um jazzista (Gary Carr), que deve levantar a questão do preconceito racial. “Depois da Primeira Guerra, tivemos mudanças dramáticas muito rápido”, diz Laura. “Julian sempre soube mostrar esses momentos interessantes por meio dos personagens.