Springsteen Prepara Disco Selvagem

Experimental, novo álbum de estúdio do músico lida com temas políticos, econômicos e espirituais

Andy Greene Publicado em 13/02/2012, às 12h02

CAINDO NA ESTRADA  Springsteen se joga na bateria de Joffo Simmons durante show especial nos Estados Unidos, em janeiro
MIKE COPPOLA/GETTY IMAGES

Bruce Springsteen procura um equilíbrio ao anunciar seu 17º disco de estúdio, Wrecking Ball, e mais uma turnê mundial da E Street Band. O empresário dele, Jon Landau, conta à Rolling Stone que o CD é um ambicioso “trabalho amplo. É um disco de rock que combina elementos do som clássico de Bruce com a experiência que ele teve no [álbum temático We Shall Overcome: the] Seeger Sessions, com novas texturas e estilos”. As gravações foram apresentadas recentemente à Sony, que, de acordo com a fonte do The Hollywood Reporter, descreve as músicas como tendo “loops, percussão eletrônica... influência e ritmos do hip-hop e de música folk irlandesa.”

A produção ficou a cargo de Ron Aniello, que já trabalhou com Candlebox, Jars of Clay e com a esposa de Springsteen, Patti Scialfa, no lançamento mais recente dela. Além dos integrantes da E Street Band, uma variedade de outros músicos toca nas novas canções, incluindo Tom Morello (Rage Against the Machine) e o ex-baterista do Pearl Jam, Matt Chamberlain (que sempre participa dos projetos de Aniello). “Foi um esforço experimental com um novo produtor”, diz Landau. “Bruce e Ron usaram uma grande variedade de profissionais para criar algo roqueiro e muito fresco.”

De acordo com Landau, o disco tem “nuances sociais” – apesar de ter sido composto antes do movimento Occupy Wall Street e não citá-lo diretamente. O CD também tem “uma dimensão espiritual de destaque”, acrescenta Landau. “Ele aumenta e aprofunda a visão que impulsiona toda a carreira de Bruce.” De acordo com a fonte do The Hollywood Reporter, “[Bruce] fala bastante de justiça econômica”.

A E Street Band passará a parte de 2012 na estrada, com shows nos Estados Unidos e na Europa (nada de América do Sul, por enquanto). Além de festivais de verão no Antigo Continente, Bruce viajará pelo seu país natal a partir de março. A dúvida é de como ele lidará com a morte do saxofonista Clarence Clemons, destaque nos shows de Springsteen há décadas.