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James Bay aposta em hit de novo disco e adianta: 'Quero tocar no Brasil em 2023' [ENTREVISTA]

Autor de sucessos folk, James Bay reafirmou carinho por fãs brasileiros e detalhou composição do terceiro disco, Leap, em entrevista à Rolling Stone Brasil

James Bay (Foto: Divulgação / Universal)
James Bay (Foto: Divulgação / Universal)

James Bay, autor dos hits do indie folk "Let It Go" e "Us," prepara lançamento do terceiro disco, Leap. Com previsão inicial para 2020, projeto sofreu diversas mudanças durante a pandemia - como a inclusão de novas faixas e gravações à distância com colaboradores ao redor do mundo - e chega ao streaming em 8 de julho deste ano.

Focado em agradar os fãs, James começou a produzir as músicas em Nashville, nos Estados Unidos, e retornou para o Reino Unido visando finalizar o disco. Com a quarentena, o músico compôs outras faixas - "boas o suficiente" para o projeto - e explorou temas mais pessoais.

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Em entrevista exclusiva à Rolling Stone Brasil, Bay detalhou processo de composição, e explicou como as letras se relacionam com a vulnerabilidade e pressão sentidas por ele, mesmo após dois discos de estúdio bem recebidos pelo público. Além disso, cantor reafirmou amor pelo Brasil e revelou planos de vir ao país em 2023. 

Confira entrevista completa de James Bay à Rolling Stone Brasil:


Rolling Stone Brasil: Você está lançando seu terceiro disco. Quão diferente foi a gravação desse em comparação aos dois primeiros?
James Bay: Foi muito diferente. Não necessariamente porque planejei para ser diferente. Compus as músicas em 2019. Fui para Nashville, Tennessee (Estados Unidos), por algumas semanas em fevereiro de 2020. Eu tinha todas as canções e começamos a gravar. Completamos, fiz o que eu queria fazer. Então, eu devia ir para casa mixar o disco, masterizar e lançar no fim do ano. Mas não funcionou, não aconteceu.

Assim que voltei para casa, o lockdown começou no Reino Unido e em todo o mundo. Fiquei preso, pensando que havia terminado o disco. 2020 terminou, 2021 começou, e eu não lancei as músicas. Mas algo que fiz nesses 18 meses foi continuar escrevendo canções. Algumas delas, decidi que definitivamente eram boas o suficiente para estarem no disco. Então, em vez de usar as 12 faixa feitas em Nashville, metade delas foi removida. A outra metade foi gravada pelo Zoom. Eu gravava, enviava, e produtores em Los Angeles, Nova Zelândia - lugares diferentes - também gravaram e produziram para mim. 
Tempos estranhos. Foi assim que fiz o disco, de uma forma bem estranha.

Podemos perceber a diferença entre as músicas gravadas em Nashville, com a banda, e aquelas gravadas por você à distância?
É difícil responder esta pergunta. Eu consigo ouvir a diferença, mas toquei o disco para algumas pessoas e elas não conseguiram. Algumas das músicas feitas em 2020 são parecidas com aquelas gravadas em Nashville, enquanto outras são diferentes. Realmente gostei disso, amei a variedade no álbum. Então, não sei, as pessoas que não fizeram as músicas ou acompanharam o processo não conseguem diferenciar.

Os dois singles lançados, “Give Me A Reason” e “One Life,” possuem sonoridades diferentes. Um é mais acústico, enquanto o outro tem forte presença de guitarras. Qual tipo de sons podemos esperar em Leap?
Definitivamente pode esperar sonoridades parecidas com os dois singles. Eles são boas representações do disco. Os focos principais neste projeto são a minha voz e guitarra. Estava empolgado para focar nisso, porque não fiz assim no meu segundo disco [Electric Light, 2018]. É bom fazer tudo diferente, há muitos momentos, gravados em Nashville ou não, que soam como se houvesse uma banda tocando. Teremos muitos sons orgânicos.

Como a pandemia afetou as letras? Foi muito diferente escrever nesse período?
Sim! Mas acredito que não foi exatamente a pandemia que afetou minhas letras, foi quem eu me tornei desde meu segundo disco. Isso afetou mais. Encontrei um caminho para escrever com certa vulnerabilidade que não conseguia atingir antes. As letras sempre foram honestas com a história que eu sabia estar contando, mas nunca tive a coragem de explicar isso completamente. Vulnerabilidade demanda coragem, e eu desenvolvi um senso novo e diferente de coragem com essas músicas. Não só a pandemia fez isso, mas o fato de eu escrever várias faixas logo antes e depois que tudo começou.

Você sentiu menos pressão ao fazer o disco? Isso levou a essa vulnerabilidade?
Não tenho certeza… Quem eu sou como artista levou a esse sentimento. Sempre coloco pressão em mim. Há muitas coisas que fazem me sentir pressionado, mas principalmente eu mesmo. Preciso trabalhar nisso, definitivamente.

Você espera que alguma das músicas vire um hit como “Let It Go,” do disco Chaos and the Calm (2015)?
Espero que sim! Não posso negar. Todos os artistas são diferentes, mas sempre espero que pelo menos uma música alcance mais pessoas. O mais importante é que meus fãs gostem, mas sempre estou empolgado com a ideia de que pessoas que não me conhecem irão me descobrir por meio de uma música que ouviram. Isso é o que aconteceu com “Let It Go” e com “Us,” então, espero que sim. Não faço música por esse motivo, mas sempre espero que essa seja uma das reações.

Talvez você não tenha uma música favorita no disco, mas tem alguma mais especial, que você espera que o público goste?
Espero que as pessoas encontrem algo em todas as músicas. Realmente gosto muito de “One Life.” É maior em comparação a quem eu fui como artista no passado, é como se eu estivesse em um nível diferente, pelo menos na composição. Sinto que ela pode ressonar para as pessoas de formas diferentes. A letra tem uma narrativa muito honesta e genuína, então, espero que o público consiga se conectar.

Essa é a razão para “One Life” virar single?
Sim, definitivamente!

Você nunca veio ao Brasil. Tem planos para a próxima turnê, talvez em algum festival?
Estou desesperado para tocar no Brasil. Quase machuca… é muito difícil. Fiz um show na Inglaterra recentemente, e alguém na plateia segurava uma bandeira do Brasil. Brasil continua vindo até mim, e eu realmente preciso ir ao Brasi. A razão pela qual eu adoraria tocar aí é o amor que sinto. Assisti tantos vídeos das minhas bandas favoritas tocando no Brasil, e esses parecem os melhores momentos.

Em 2022, minha agenda está completa, mas em 2023, realmente quero tocar no Brasil. 

Também queremos você aqui! Tem algum artista brasileiro, dos novos aos antigos, que chamou sua atenção?
Honestamente, não conheço nomes específicos. Já ouvi músicas brasileiras em filmes e amei. Realmente preciso fazer minha lição de casa.

Para finalizar, você tem alguma mensagem para enviar aos fãs brasileiros?
Eu nunca amei tanto fãs que eu nem ao menos conheço. Entendem o que digo? Não encontrei meus fãs brasileiros, mas sei que os amo muito. Obrigado por esperarem. Lançarei músicas novas e irei visitá-los.