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Janelle Monáe brilha com reggae sobre liberdade, sexo e amor em The Age of Pleasure [REVIEW]

Em seu quarto disco de estúdio, Janelle Monáe fala com leveza e entrega combinação de ritmos perfeita para o verão

Janelle Monáe (Foto: Mason Rose)
Janelle Monáe (Foto: Mason Rose)

Liberdade é o tema adotado por Janelle Monáe em seu quarto disco de estúdio. O sucessor do aclamado Dirty Computer (2018) não esconde sua principal mensagem - expressa no título (The Age of Pleasure, A Era do Prazer em tradução livre), em sua sonoridade upbeat, e na capa, que mostra a artista seminua em uma piscina. “Fico muito mais feliz quando meus peitos estão de fora e posso correr livremente,” Monáe descreveu em entrevista à Rolling Stone EUA.

O álbum demonstra a que vem em sua primeira faixa, o single “Float.” Com metais, linhas de baixo e texturas que soam como o verão, Monáe ensina que a transgressão social e musical pode ser divertida. Como um grande DJ set, The Age of Pleasure engana quem poderia o resumir a um trabalho mais minimalista em comparação aos antecessores. A primeira metade do disco alterna entre a produção sutil, presente em “Phenomenal,” e composições menos orgânicas, voltadas à vertente R&B da artista.

Capa do álbum The Age of Pleasure. Janelle Monáe mergulha em uma piscina.
The Age of Pleasure (2023)

+++ LEIA MAIS: Janelle Monáe sobre nudez: 'Fico muito mais feliz quando meus peitos estão para fora'

Janelle proporciona dinâmicas instigantes, que fazem com que os 33 minutos de duração passem voando. É verdade que o álbum traz menos da metade do tempo de The Electric Lady (2013) e The ArchAndroid (2010), mas isso não diminui seu peso - ainda que falte parte do experimentalismo certeiro presente nos projetos que levaram Monáe aos holofotes.

Há outros bons momentos na primeira parte de The Age of Pleasure, como o interlúdio “Black Sugar Beach,” que incorpora ritmos latinos com toques de reggae, e “Haute,” quando Janelle Monáe parece brincar de samplear as próprias faixas enquanto exibe um flow habilidoso.

O ótimo single “Lipstick Lover” divide o disco em dois atos, encerrando a série de faixas entrelaçadas. Com mais liberdade nos vocais, a música é um exemplo do que funciona melhor no álbum: a visão de Monáe sobre o reggae. É nisso que ela busca investir em momentos como “Paid In Pleasure” e no ponto mais alto do trabalho, “Only Have Eyes 42.”

Apropriando-se do gênero musical, historicamente pouco aberto às mulheres, e trazendo frescor a ele, Janelle fala sobre sexo e amor com naturalidade - embalada pela guitarra seca, acordes tensos no piano e belos arranjos de cordas. A acústica “A Dry Red” encerra a festa com sua levada quase completamente acústica - um complemento sonoro bem-vindo à proposta solar da artista.

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