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Música / Aquecimento

Lollapalooza 2024: o que esperar do show do Arcade Fire?

O Arcade Fire retorna ao Lollapalooza Brasil após dez anos

Arcade Fire (Foto: Brian de Rivera Simon/Getty Images)
Arcade Fire (Foto: Brian de Rivera Simon/Getty Images)

O Arcade Fire retorna ao Lollapalooza Brasil após 10 anos. Em 2014, a banda prometeu aos brasileiros que faria o próximo show usando roupas da seleção, contanto que o Brasil vencesse a Copa do Mundo. Esse foi o ano do 7x1.

Dessa vez, o grupo virá com uma formação diferente — sem Will Butler. "Eu saí no final do ano passado, depois que o novo álbum estava pronto. Não houve razão específica além de que mudei — e a banda mudou — nos últimos 20 anos. Hora de coisas novas", disse o tecladista no primeiro semestre de 2022 (via Rolling Stone EUA). 

Poucos meses depois que Will deixou a banda, o Arcade Fire lançou WE, álbum que deve ser privilegiado em relação a outros — Everything Now (2017), Reflektor (2013) e Neon Bible (2007) — na apresentação no Lollapalooza Brasil 2024. The Suburbs (2010) provavelmente dominará a setlist, ao lado de Funeral (2004). "Wake Up", do disco de estreia do grupo canadense, costuma encerrar as apresentações.

O Arcade Fire está voltando mais maduro, mas longe de seu auge, marcado por The Suburbs, projeto que venceu o Grammy de Álbum do Ano em 2011. Lançado em uma transição de décadas, o álbum ganhou até mesmo um média-metragem e abarcou sucessos como a faixa-título e "Ready to Start". Agora, WE é o disco da vez, e pode dar largada ao show em São Paulo com "Age of Anxiety II (Rabbit Hole)".

Caberá ao grupo de Quebec quebrar a tensão criada com os fãs depois que Win Butler recebeu uma série de acusações de abuso sexual. Em agosto de 2022, o vocalista foi o tema principal de uma matéria publicada pela Pitchfork que deu espaço para diversos relatos de mulheres que alegam terem sofrido algum tipo de agressão sexual do músico. 

Win se defendeu afirmando que enfrentou "problemas de saúde mental e os fantasmas de abusos da infância", além de alcoolismo em decorrência da depressão relacionada ao "aborto espontâneo" vivido pela esposa. Ele disse ainda que todas as relações foram "consensuais fora do casamento". Régine Chassagne, que também integra o Arcade Fire, saiu em defesa do marido e declarou: "Win é minha alma-gêmea, meu parceiro de composição, meu marido, o pai do meu menino lindo".

Levando em conta que as primeiras denunciantes do caso eram fãs da banda, o relacionamento entre Arcade Fire e a audiência com certeza está abalado. As alegações de abuso revelarem que a mensagem do grupo não condiz com um de seus locutores e confundiram o público, que deverá escolher entre separar o artista da obra ou enterrar a carteirinha de fã.