Aaron Paul e Bryan Cranston querem participar de Better Call Saul

Atores podem repetir os papeis do sucesso Breaking Bad no spin-off

Rolling Stone EUA Publicado em 09/01/2014, às 13h11 - Atualizado às 13h18

Bryan Cranston e Aaron Paul
Frank Micelotta / AP

Quando o spin-off de Breaking Bad, Better Call Saul, finalmente tiver produção iniciada, Aaron Paul e Bryan Cranston querem estar no set. “Tanto Bryan como eu queremos participar disto, se nos deixarem”, disse Paul em entrevista para a revista Details.

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Better Call Saul, que tem como protagonista o curioso advogado criminal Saul Goodman, interpretado por Bob Odenkirk, deve em breve começar a ser filmada. A vontade de Paul sobre a série deve tocar Vince Gilligan, o criador de Breaking Bad que comanda o spin-off com Peter Gould – em entrevista recente ele falou que gostaria de convidar Paul e Cranston para aparições, e até mesmo o ator Jonathan Banks, que interpretou o misterioso Mike Ehrmantraut.

Em outro trecho da entrevista, Paul reflete sobre seus dias como ator principiante e sua ascensão ao estrelato como o cozinheiro de metanfetamina Jesse Pinkman. Em uma passagem particularmente reveladora, o ator fala que mandou um e-mail, um “apelo por Jesse, uma carta de amor” para Gilligan na tentativa de ajudar a moldar o destino de seu personagem.

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“Eu nunca dei pitacos sobre Breaking Bad, por que faria?”, disse. “Eu sou só um ator, e o que eles estão fazendo é perfeito, sabe? Mas eu senti que eu me arrependeria para sempre se pelo menos não tentasse mostrar como gostaria que Jesse terminasse. Então dei algumas ideias diferentes de como achei que ele se mataria. Eu não queria que ninguém mais tirasse a vida dele.” Ele admite, no entanto, que “a carta era horrível” e “muito mórbida”.

“Estou contente que não tenham me escutado”, diz. “Eu preferiria que Jesse apenas viajasse pelo pôr do sol.” Embora seja um destino climático para o personagem, a visão otimista de Paul para a cena final contrasta com discurso recente feito por Gilligan.

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“Minha visão pessoal é a de que ele foi embora”, disse em entrevista à revista GQ, embora admita que não é a visão mais realista. “A coisa mais provável, por mais negativo que soe, é que iriam encontrar as impressões digitais do garoto por todo o laboratório e o encontrariam em um dia, uma semana ou um mês. E ele ainda teria que arcar com o assassinato de dois agentes federais.”