Andreas Kisser comenta parceria com Zé Ramalho no Rock in Rio: “Os estilos casaram perfeitamente”

Banda participou do programa +Ao Vivo, com participação da Rolling Stone Brasil, e ainda revelou detalhes do novo disco, programado para sair em outubro

Redação Publicado em 10/09/2013, às 13h12 - Atualizado às 13h45

Sepultura
Divulgação

A poucos dias de se apresentar duas vezes no Rock in Rio 2013 e prestes a lançar o mais novo disco, o Sepultura participou do programa +Ao Vivo, do Google+, na noite desta segunda-feira, 9, com participação ao vivo da reportagem da Rolling Stone Brasil – é possível assistir ao episódio, na íntegra, nos players abaixo.

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No programa, além de mostrar músicas que certamente estarão nos shows do Rock in Rio, a banda formada por Derrick Green (voz), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) contou mais detalhes sobre o álbum The Mediator Between the Head and Hands Must Be the Heart, o primeiro com o novo baterista.

“O Eloy deu uma energizada que só um garoto de 22 anos é capaz”, diz o guitarrista Andreas. “Já tivemos grandes bateristas, mas o Eloy reúne todas as fases do Sepultura. E, agora, compondo com a gente, ele nos levou a um nível até mais alto.”

A curiosidade é que o baterista nasceu cinco anos depois de o Sepultura fazer a estreia com Morbid Visions. “O Sepultura sempre foi uma influência para mim. Quando tinha 9 anos, fui a uma loja e comprei o meu primeiro disco deles”, diz o músico. “Só tenho a agradecer a esses caras, que me deram liberdade total de criação. Não houve barreira alguma, tivemos liberdade para criar o que quiséssemos.”

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O álbum, que chega às lojas no dia 25 de outubro, buscou inspiração em uma frase do filme clássico Metrópolis (1927), longa-metragem de Fritz Lang, uma das primeiras ficções científicas da história do cinema. Foi de um diálogo tirado da produção que veio o título do disco do Sepultura e o conceito para as faixas. “Não é uma trilha sonora”, explica Andreas. “Mas esse nome nos deu uma temática, de que o mediador entre a cabeça e as mãos precisa ser o coração. Hoje em dia, as coisas estão mais robotizadas.”

Questionados por um fã que também participou da transmissão se o novo trabalho poderia ser comparado a outro da discografia do grupo, Andreas afirma não ver semelhanças. “Não dá para comparar. É o primeiro que fizemos inteiramente com o Eloy. Voltamos a trabalhar com Ross Robinson [produtor do álbum clássico The Roots], gravamos nos Estados Unidos. O disco está porrada pra caramba. Tem de tudo um pouco, como sempre. Está uma coisa mais crua e direta.”

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Dois shows no Rock in Rio 2013

O grupo também se prepara para fazer duas apresentações no festival sediado no Rio de Janeiro. A primeira será a coroação de uma pareceria com o grupo de percussão francês Les Tambours du Bronx, no palco Mundo, dia 19. Este show é a evolução da performance das duas bandas no Rock in Rio 2011, no palco Sunset, e que depois rodou o mundo. A apresentação será gravada e Andreas revelou que já está tudo engatilhado para lançar o registro em DVD.

O segundo e mais inusitado é o show ao lado de Zé Ramalho, em uma performance inédita ao vivo. “No estúdio, gravamos com ele para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro (2003)”, relembra Andreas. “Os estilos [do Sepultura e de Zé Ramalho] casaram perfeitamente. Estamos trabalhando em mais arranjos de músicas dele, como 'Admirável Gado Novo', que está com uma pegada insana. Vai ser o um dos shows mais esperados pela gente. Porque a química com o Zé é fantástica. Vai ser uma coisa muito especial na nossa carreira.”

Assista ao episódio do +Ao Vivo com o Sepultura nos players abaixo:

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