Beyoncé, Kendrik Lamar e Leonard Cohen: os 10 discos da década, segundo a revista Time [LISTA]

A revista Time selecionou os 10 melhores álbuns dos anos 2010, apresentados de forma cronológica. Veja a lista:

Redação Publicado em 20/11/2019, às 12h35

None
Capa do disco Lemonade de Beyoncé (Foto 1: Reprodução), Capa do disco You Want It Darker de Leonard Cohen (Foto 2: Reprodução) e Capa do disco DAMN. de Kendrick Lamar (Foto 3: Reprodução)

Na última década, mudanças inegáveis aconteceram na forma de consumir música no mundo. No entanto, fora da curva do que habitualmente tem sido a fórmula de sucesso instântaneo - lançamento de singles que rapidamente emplacam no topo das paradas - os artistas reinventaram algo que muitos previam o fim: a produção álbuns. 

Observando esse panorama, a Revista TIME selecionou os 10 melhores álbuns dos anos 2010, apresentados de forma cronológica. Veja a lista abaixo: 

Fiona Apple, The Idler Wheel… (2012)

Segundo a Time, o quarto álbum de estúdio de Fiona Apple é cheio de dualidades. As letras retratam os 'demônios internos', ameaças materializadas, apresentam uma verdadeira tristeza, a raiva branda e o amor. A junção desses elementos intensos dão vida a um álbum esquelético e imprevisível que se sustentam pela floração vocal da artista. 

Miguel, Kaleidoscope Dream (2012)

A estreia de Miguel com All I Want Is You, em 2010, o apontou como um astro em ascensão dentro do R&B, mas o segundo álbum,  Kaleidoscope Dream, lançado dois anos depois, mostrou que as ambições do cantor transcem o gênero.

"Adorn" se configura como uma canção de amor e um mundo inquieto e o vocal de Miguel fica cada vez mais animado alcançando o conforto que ele pretendia.

Com um álbum intenso e alegre, Kaleidoscope Dream é capaz de capturar a perspectiva do mundo fragmentado presente no próprio título.

Beauty Pill, Beauty Pill Describes Things As They Are (2015)

Chad Clark, a principal força criativa por trás do Beauty Pill, colocou em evidência o progresso do grupo ao fazerem este álbum em 2015, gravado durante uma sessão pública de duas semanas na galeria da área de D.C. Artisphere.

No entanto, esse não é o 'truque' que o torna um bom álbum. Na verdade, o espírito exploratório do punk de Clark, faz músicas pareçam meticulosamente enigmas.

Carly Rae Jepsen, E•MO•TION (2015)

Após o estrondoso sucesso no começo da década, “Call Me Maybe”, a cantora pop canadense Carly Rae Jepsen foi em busca de criar alguns "tesouros" musicais.

O terceiro álbum de estúdio comemorou o sucesso dessa pesquisa. E•MO•TION é repleto de músicas número um, entre elas "Run Away With Me", "Your Type", "Making the Most of the Night" e "I Really Like You".

Poucos artistas do pop podem brilhar tanto mesmo nas horas mais sombrias. 

Beyoncé, Lemonade (2016)

Em um retrato cuidadoso sobre o amor, da fidelidade e do rompimento de relações, Lemonade de Beyoncé, em forma de áudio e vídeo, é tão audaciosa quanto sincera e consegue canalizar a montanha-russa de emoções que passam na mente de uma pessoa depois de ter sido machucada.

Leonard Cohen, You Want It Darker (2016)

A última década foi marcada por muitas perdas icônicas no mundo do pop. Entre eles, David Bowie, Prince, Whitney Houston, George Michael

Com isso, o canadense Leonard Cohen forneceu uma espécie de "oração" com seu 14º álbum de estúdio, lançado algumas semanas antes da própria morte em 2016.

Com o talento poético que permanceu com o artista até o fim, a obra questiona as rachaduras que permitem que a luz da vida atravesse. 

Miranda Lambert, The Weight of These Wings (2016)

Desde a estreia em 2003 no reality show Nashville Star, Miranda Lambert é um dos nomes mais brilhantes da indústria musical. O álbum duplo, The Weight of These Wings, lançado em 2016, supera as expectativas do significado de "country". Em ambos lados, ela se mostra como uma "peregrina musical". 

Solange, A Seat At the Table (2016)

O terceiro álbum solo de Solange Knowles é uma reformulação necessária do ideal da "música de protesto". A artista usa dos vocais acrobáticos para esclarecer os pontos de vista do que é ser negro na América do século XXI.

Kendrick Lamar, DAMN. (2017)

Escolher apenas um dos lançamentos do rapper Kendrick Lamar para entrar em uma lista final de melhores álbuns da década é complicado. Até o Untitled Unmastered, uma coleção de demos de 2016, é um sólido registro do hip-hop.

Mas em DAMN, lançado em 2017, Lamar mergulhou ainda mais na própria cabeça enquanto expandia as paletas sonoras. DAMN. é um retrato instantâneo de um artista que está no auge dos próprios poderes - mas que está se preparando para ser ainda mais elevado. 

Ozuna, Aura (2018)

O segundo álbum de Ozuna é um grande espelho da música latina que ganhou popularidade ao longo da década. A fusão dos riddims do reggaeton e as batidas pop do final dos anos 2010 faz deste álbum um produto final repleto por músicas fervilhantes prontas para a noite, mas também faixas com um romantismo muito poderoso.