Caetano Veloso diz que não quer controlar o que falam da vida dele e entrou na causa da autorização de biografias em respeito aos colegas

"Eu não tenho interesse nenhum em controlar em nada que tenha respeito à minha vida pessoal... pode divulgar o que quiserem. Porém tenho respeito pelos meus colegas e apoiei a posição deles de querer tomar cuidado", disse em uma aula inaugural na Bahia

Redação Publicado em 19/11/2013, às 17h35 - Atualizado às 17h50

Capas RS Brasil 11 - Caetano Veloso
Reprodução

Caetano Veloso participou de uma aula inaugural da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia durante a qual comentou a polêmica das biografias não autorizadas, na qual se envolveu. Segundo o cantor e compositor, ele não se incomoda com o que é dito sobre a vida dele. O artista ainda reforçou que entrou na causa em apoio aos colegas.

"Eu não tenho interesse nenhum em controlar em nada que tenha respeito à minha vida pessoal. Pode divulgar o que quiserem. Porém tenho respeito pelos meus colegas e apoiei a posição deles de querer tomar cuidado", disse ele no vídeo, gravado no dia 11 de novembro.

Anteriormente, na coluna que assina no jornal O Globo, Caetano disse ter feito "muito esforço" para defender o que achava defensável em uma causa que lhe era "estranha".

Na aula na UFRB, Caetano ainda comentou que foi atacado de todos os lados da mídia. "Como grupo, nós sofremos ataque da Carta Capital à Veja!. Do Zuenir Ventura ao Pânico na TV. De Jânio de Freitas a Pânico na TV, todo mundo atacando. Aí virou pressão", disse.

Caetano, ao lado de Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, é um dos criadores do movimento Procure Saber (que luta pelo fim das biografias não autorizadas). Depois da polêmica, Roberto deixou o grupo afirmando não concordar com a forma como o debate foi conduzido em público.