Caio Junqueira, o Neto de Tropa de Elite, morre aos 42 anos

O ator sofreu um acidente de carro no último dia 16, no Rio de Janeiro

Redação Publicado em 23/01/2019, às 11h46

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Caio Junqueira como o policial militar Neto em cena do filme Tropa de Elite (Foto: Reprodução)

O ator Caio Junqueira, famoso por ter vivido o personagem Neto Gouveia no filme Tropa de Elite, morreu nesta quarta, 23, aos 42 anos.

Junqueira sofreu um acidente de carro no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, no último dia 16, e estava internado no Hospital Miguel Couto desde então.

O ator dirigia sozinho quando perdeu o controle do veículo, bateu em uma árvore e capotou. Ele perdeu muito sangue e sofreu um grave trauma no tórax.

Caio de Lima Torres Junqueira nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1976. Seu pai é o ator Fábio Junqueira e o também ator Jonas Torres (o Bacana da série Armação Ilimitada) é seu irmão por parte de mãe.

Caio Junqueira iniciou a carreira ainda criança e trabalhou em diversos projetos. Foram mais de 20 produções para a TV, 10 curtas-metragens e 15 filmes.

Em 1984, aos 7 anos, começou a fazer teatro e, no ano seguinte, já estreou na TV com o seriado Tamanho Família.

Entre seus principais trabalhos em novelas, estão: A Viagem, Hilda Furacão, O Clone, Um Anjo Caiu do Céu, Chiquinha Gonzaga e várias outras produções.

O cinema entrou em sua vida em 1984, quando participou do longa Com Licença, Vou à Luta, do diretor Lui Faria. Em 1996, Junqueira ganhou o prêmio de ator revelação do Festival de Gramado por sua atuação em Buena Sorte, de Tania Lamarca.

Seu papel de maior notoriedade, porém, é o aspirante Neto – também conhecido como Aspira 06 – no aclamado Tropa de Elite, do José Padilha.

No longa, o recém-formado policial militar entra para o BOPE e passa a conviver com o Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura, um dos chefes do batalhão de elite.

Ele repetiu a parceria com Padilha na série O Mecanismo, da Netflix, no qual viveu Henrique Villa Verde.

Caio Junqueira também figurou em elencos de grandes produções, como Zuzu Angel e Quase Nada, de Sérgio Rezende, O Que É Isso Companheiro, do Bruno Barreto, e nas obras do Walter Salles Abril Despedaçado e Central do Brasil.