Com EP Sol a Sol, Claudia Leitte quer levar Carnaval para casas das pessoas [ENTREVISTA]

Cantora também falou sobre dificuldade em gravar à distância por causa da pandemia

Itaici Brunetti Publicado em 10/12/2020, às 15h55 - Atualizado às 18h36

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Neste 2020 incomum, Claudia Leitte enfrentou alguns de seus maiores desafios artísticos: produzir músicas longe do lugar que mais gosta de estar, o palco, e conseguir levar alegria para as pessoas nesses tempos de pandemia. O resultado se encontra no EP Sol a Sol, a ser lançado nesta quinta, 10, a partir das 20h em todas as plataformas de streaming. 

"Eu sou uma artista de natureza solar, que gosta do dia e do verão, então, quero que as pessoas se sintam fazendo um Carnaval em suas casas e que possam se divertir por algumas horas, porque a vida não pode ser só dificuldades", disse a cantora à Rolling Stone sobre o trabalho. "Quero que as pessoas sintam essa energia, esse compromisso com a felicidade", continuou. 

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Com cinco faixas, Mulherão, Rodou, Desembaça, Afrontosa e uma versão em espanhol para Desembaça (Vete de Mi Vida), o novo trabalho chega com o objetivo de fazer com que as pessoas esqueçam, mesmo que por alguns momentos, a tristeza que vem sendo causada pela Covid-19. 

"É um álbum para dançar e para cultivar a esperança, porque embora a gente esteja vivendo essa situação ruim, o sol nasce, ele está aí e não vamos viver isso para sempre", enfatizou Claudia pelo telefone. 

Capa de Sol a Sol

De longe, mas como se fosse perto

Sol a Sol foi produzido à distância, com a cantora em sua casa em Miami, Estados Unidos, onde ficou durante a maior parte da pandemia, e seus produtores e músicos no Brasil. Uma realidade nenhum pouco favorável para uma artista que gosta de estar junto da banda tocando alto e ao vivo para fazer as coisas acontecerem. 

"Foi muito difícil, não vou mentir", revelou Claudia. "Eu nunca tinha ficado tanto tempo longe dos palcos. É nos palcos que encontro inspiração, porque sou uma cantora de música ao vivo. E, tudo foi feito à distância, foi muito doido", completou. 

"A tecnologia facilitou muito a onda. Eu gosto de trabalhar com tudo o que o computador, a máquina, oferece, mas essa matemática não pode suprir jamais o contato com as pessoas", disse ela, e continuou: "Trazer tudo isso para dentro do meu quarto não foi nada fácil. Eu tive que me teletransportar para o palco".

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Em "Rodou", por exemplo, o forrozeiro Wesley Safadão participa da canção, mas os dois não se viram pessoalmente em nenhum segundo. "Ele foi me enviando as partes da gravação e fomos ajeitando, compartilhando as experiências sempre conectados por FaceTime", relembrou Claudia. 

"Assim como eu, o  Safadão é um cara que gosta de fazer shows, que gosta do palco. Mesmo estando distante, ele conseguiu trazer o clima do ao vivo para a gravação, para dentro do estúdio", contou ela. 

O clipe da música foi feito inteiramente com a tecnologia 4D, que permite que os dois artistas interajam um com o outro mesmo estando à milhas de distância. "A gente até se toca no clipe", brincou Claudia. 


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