Dificuldade de adaptação

Ex-baterista do Dream Theater dá um tipo diferente de show no Brasil

Fernando Rensi Publicado em 30/07/2013, às 14h02 - Atualizado às 15h32

Winery Dogs
Reprodução

Não é novidade dizer que técnica apurada e virtuosismo nem sempre são sinônimos de boa música. Nem de caráter. Na última sexta, 26, o Brasil teve o desprazer de presenciar o ataque de estrelismo de Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater e atualmente no The Winery Dogs.

Impossível negar o talento do rapaz com as baquetas, mas os elogios param por aí. Diante de uma plateia lotada no Carioca Club, em São Paulo, ele deu um show diferente. A vítima da noite foi o técnico de iluminação, provavelmente funcionário da casa, que nitidamente se esforçava, mas não conseguia corresponder às expectativas do ex-superastro. Durante uma das baladas da banda, inconformado com a luz que "não baixava", Portnoy foi até a beira do palco e hostilizou o funcionário com gestos obscenos e palavrões. E mais: no fim do show, diante da dificuldade do mesmo técnico em colocar o foco sobre os teclados, o baterista se levantou no meio da música e deu mais um show de horror.

Fora do Dream Theater, Portnoy parece ter dificuldades em aceitar sua nova realidade, com turnês modestas e orçamentos apertados. Se os técnicos de iluminação não estão à altura das exigências dele, talvez fosse melhor gastar um pouco mais e trazer seu próprio profissional. Quem pagou salgados R$ 200 merecia ver coisa melhor.