Dr. Luke alega novamente que acusações feitas por Kesha são falsas

Segundo a equipe dele, a cantora usou a imprensa para incitar “uma avalanche de mídia negativa”

Rolling Stone EUA Publicado em 28/08/2018, às 17h05 - Atualizado às 17h14

Kesha e Dr. Luke
AP/Chris Pizzello

Na última segunda, 27, a equipe judicial do Dr. Luke Gottwald divulgou um comunicado alegando que as acusações de abuso sexual e emocional feitas pela Kesha contra o produtor em 2014 são falsas e “parte de um plano envolvendo a imprensa para criar o máximo de pressão pública negativa e fazer com que ele aceite às exigências de contrato dela”.

A declaração apresenta uma suposta troca de e-mails entre os empresários da cantora e outros executivos, obtida durante o processo de litígio, evidenciando uma nota em que a equipe de Kesha sugere oferecer o material com “exclusividade à TMZ”, “para gerar o máximo de publicidade negativa”.

“Nosso objetivo é ajudar a Cliente K [que seria Kesha] a se libertar da relação profissional que tem com a Pessoa L[supostamente Dr. Luke], incitando uma avalanche de atenção negativa na mídia e pressão pública com base nas horríveis acusações de abuso pessoal apresentadas na ação judicial”, diz um dos e-mails. A conversa não aprofunda em momento algum essas denúncias.

No processo aberto em 2014, Kesha acusa o produtor de abusar sexualmente dela enquanto ela estava sob o efeito de álcool e drogas. Gottwald rebate dizendo que ela tomou “pílulas de sobriedade” (tipo de remédio para anular os efeitos do álcool).

Em Junho, Dr. Luke abriu um processo acusando a cantora de difamação. Ela teria enviado uma mensagem à Lady Gaga dizendo que um executivo não nomeado contou a ela que Katy Perry também foi estuprada pelo produtor, alegação negada em corte por Katy.

Apesar da batalha judicial, os esforços da cantora para anular seu contrato com Gottwald não foram eficientes. Após várias tentativas, ela recorreu a decisão da corte, mas a ação foi negada, sendo classificada como “desprovida de mérito”.

Kesha está atualmente enfrentando o processo de difamação, aberto por Gottwald, no valor de U$ 50 milhões.