Exclusivo: SpokFrevo se reforça com sanfona em novo disco; ouça “De Cazadeiro ao Recife”

Terceiro álbum da orquestra de jazz-frevo será lançado em 8 de outubro

Redação Publicado em 01/10/2015, às 08h59 - Atualizado às 14h01

SpokFrevo Orquestra em agosto de 2015, em Belo Horizonte

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A refinada mistura de frevo e jazz da big band pernambucana SpokFrevo Orquestra ganhou um instrumento bem comum aos ouvidos nordestinos. A sanfona é a nova “integrante” do grupo do maestro Spok em Frevo Sanfonado, terceiro álbum do grupo e sucessor de Ninho de Vespa (2013).

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“O disco confere uma nova roupagem à sonoridade da SpokFrevo e ao frevo ao utilizar um instrumento profundamente nordestino e fortemente pernambucano, que é a sanfona. Nele, os sanfoneiros e acordeonistas executam frevos compostos por eles mesmos”, explica Inaldo Cavalcante de Albuquerque, o maestro Spok, que em 2015 se apresentou com a orquestra no Rock in Rio dos Estados Unidos, em Las Vegas.

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“Muitos sanfoneiros, a exemplo de Dominguinhos, Sivuca e muitos outros, já improvisavam há muito tempo. Trata-se de um disco de frevo executado e improvisado por instrumentos, entre eles a sanfona, um elemento novo para o frevo”, completa.

Após se aperfeiçoar aprendendo com o gospel, Mahmundi quer trabalhar em prol da música.

Antes do lançamento de Frevo Sanfonado, em 8 de outubro, o site da Rolling Stone Brasil divulga nesta quinta-feira, 1, com exclusividade, “De Cazadeiro ao Recife”, primeiro single do disco. A composição é do pianista, acordeonista, compositor e arranjador carioca Vitor Gonçalves, que já tocou com Hermeto Pascoal e Maria Bethânia.

Ouça "De Cazadeiro a Recife":

Além de Gonçalves e dos 17 integrantes da SpokFrevo Orquestra, participam da gravação o acordeonista gaúcho Renato Borghetti (solista e compositor da faixa “Frevaricação”), o carioca Rafael Meninão, atual sanfoneiro de Elba Ramalho, o potiguar Lulinha Alencar (em “Sandro no Frevo”, homenagem a Mestre Camarão, que morreu em abril deste ano) e o sanfoneiro Gennaro (em “Sax Sanfona”).

Beto Hortis assina a composição de “Saudade do Seu Domingo”, frevo em diálogo com baião e xote. Em uma das poucas regravações do trabalho, o clássico frevo “Gostosão”, do maestro Nelson Ferreira (1902-1976), ganha arranjos de Spok e solo do cearense Waldonys.