Fábio Barreto recebe alta e continua tratamento em casa

Cineasta carioca saiu do coma profundo, mas permanece inconsciente

Da redação Publicado em 23/03/2010, às 15h21

O cineasta carioca Fábio Barreto recebeu alta do hospital Copa D'Or, em Copacabana, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira, 22.

Segundo o boletim médico divulgado no site oficial do hospital, Barreto vai continuar a recuperação em casa, com auxílio de uma equipe médica quando preciso. O relatório foi assinado pelo neurocirurgião Dr. Paulo Niemeyer Filho e por João Pantoja, superintendente médico da rede de hospitais D'Or.

O diretor de Lula, o Filho do Brasil sofreu um grave acidente de carro, em Botafogo, zona sul carioca, no dia 19 de dezembro, e estava internado em coma profundo até o momento.

Por enquanto, Barreto não precisa mais de nenhuma medicação especial, mas apresenta um quadro de inconsciência. Ele abre os olhos, mas continua em coma, ou seja, não interage com o meio exterior.

O diretor também passou por uma gastrostomia (quando é criado um orifício artificial na altura do estômago para auxiliar a alimentação) e uma traqueostomia (procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, permitindo a passagem de ar e remoção de secreções do pulmão).

No dia 20 de fevereiro, Fábio Barreto desenvolveu um quadro agudo de trombose venosa na perna direita. A complicação aconteceu devido a imobilização intensa e longa de Barreto, ocasionada pelo traumatismo craniano sofrido no dia do acidente. A complicação adiou sua alta médica do hospital.

O acidente

Fábio Barreto, 52 anos, capotou seu carro por volta das 22h30 do dia 19 de dezembro, quando voltava do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, na rua Real Grandeza, no Botafogo. Na época do acidente, uma testemunha falou que a Pajero Mitsubishi do diretor foi fechada por outro carro, fazendo com que ele perdesse o controle.

Barreto sofreu traumatismo craniano e foi operado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e depois transferido para o Copa D'Or, em Copacabana.

Além da cirurgia de descompressão do crânio, o diretor foi submetido a uma operação de colocação de uma válvula cerebral para o tratamento de hidrocefalia (excesso de líquido no cérebro), consequência do traumatismo craniano.