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Quase brasileiro?

Antes de fazer mais seis shows no Brasil, o DJ britânico Fatboy Slim conversou com a Rolling Stone

Patrícia Colombo Publicado em 02/01/2012, às 09h45

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Fatboy Slim fará seis shows no Brasil em janeiro - Foto: Divulgação
Fatboy Slim fará seis shows no Brasil em janeiro - Foto: Divulgação

Um dos maiores representantes do time dos DJs-estrelas que comanda multidões, Fatboy Slim vem ao Brasil em janeiro pela... Ops, ele já perdeu a conta de quantas vezes esteve por aqui! O britânico Norman Cook, seu verdadeiro nome, que já tocou na praia de Copacabana para 400 mil pessoas em 2007, não lança um álbum de inéditas desde 2004 (quando colocou nas prateleiras das lojas Palookaville), mas adianta que não pretende gravar novidades em um futuro próximo. “Meu trabalho principal hoje é ser DJ, e isso toma boa parte do meu tempo. Não gosto de ficar no estúdio, estou muito mais feliz tocando para as pessoas”, conta ele em entrevista à Rolling Stone Brasil.

Serão seis datas no país: Rio de Janeiro (19/01), Brasília (20/01), Florianópolis (21/01), São Paulo (24/01), Fortaleza (27/01) e Belo Horizonte (28/01). Seu amor pelo Brasil já foi muitas vezes declarado, inclusive em forma de música. “É um país lindo, o clima é ótimo, as praias são maravilhosas. Mas o que eu gosto mais aí são os brasileiros”, Fatboy afirma. “Put Your Hands up for Detroit”, hit farofa de Fedde Le Grand, nas mãos de Norman virou “Put Your Hands up for Brazil” e agitou a “pista” do estádio do Morumbi, em São Paulo, na passagem mais recente do DJ, em março de 2011 (Fatboy Slim se apresentou logo após Shakira no Pop Music Festival). “Acho que o que torna o Brasil um bom lugar para música eletrônica são os ritmos de algumas músicas produzidas no país, que meio que vão quase na mesma velocidade que a música eletrônica”, teoriza.

O DJ conta que conheceu a música brasileira anos atrás por meio de um amigo apaixonado pelo país, o ex-Talking Heads David Byrne. Ele tem uma relação maior com as produções nacionais mais antigas, apontando os sambas dos anos 70 como seus favoritos. Sua descoberta mais recente foi a diva Elis Regina (cuja morte completa 30 anos neste mês). “Tenho ouvido algumas músicas dela e me apaixonei”, conta. “Elis cantava com a alma.”

Conceitual

Foi com Byrne, aliás, que Fatboy se juntou em um trabalho inusitado, lançado em 2010. O álbum conceitual Here Lies Love aborda a trajetória de Imelda Marcos, ex-primeira-dama das Filipinas, e encontra-se bem, bem distante das produções pop às quais o DJ é relacionado. “Foi tudo ideia do David. Ele queria contar aquilo usando dance music porque a história meio que envolvia o Studio 54. Então, me convidou, o que foi uma honra porque ele é um dos meus heróis”, declara. “Se qualquer pessoa tivesse chegado em mim com o projeto de fazer um disco sobre a vida de Imelda Marcos, eu teria negado [risos]. Mas quando David Byrne veio, disse sim na hora. Foi muito interessante participar disso.”

Discotecando

Hoje, todo mundo "ataca" de DJ, todo mundo quer ser fotografado com fone de ouvido e mão estrategicamente posicionada nas pick-ups. “Bom, viajamos ao redor do mundo, ficamos em bons hotéis, é uma vida que tem seu glamour”, conta Fatboy. “Mas eu digo que é muito fácil ser DJ. Agora, ser um bom DJ é bem difícil.” E o que difere alguém talentoso de um poser? “Para mim, significa saber se comunicar com a plateia, não apenas ficar colocando músicas. Um bom DJ é aquele que sabe interagir e ter conhecimento do que o público quer.”