Flea vai falar sobre drogas, rebeldia e “vida boêmia” em nova autobiografia

“Eu amo profundamente a literatura”, diz o baixista. “Enxergo livros como objetos sagrados.”

Rolling Stone EUA Publicado em 03/04/2014, às 17h39 - Atualizado às 17h46

No principal show da noite, foi o baixista Flea quem comunicou-se mais enfaticamente com o público.
Stephan Solon / Planmusic

Michael "Flea" Balzary , um dos baixistas mais notórios da música, está pronto para narrar o conto “épico” sobre ele mesmo e as drogas pesadas, boemia e glória do funk-rock. Grand A Central Publishing, uma divisão da Hachette Book Group, adquiriu os direitos do livro de memórias do Red Hot Chili Pepper, ainda sem título, escrito pelo próprio Flea.

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“A Grand Central está animada para publicar a autobiografia de Flea”, disse o editor executivo Ben Greenberg em um comunicado. “Além de ser um leitor voraz, é um músico, pensador e força criativa única – seja com o Red Hot Chili Peppers, Atoms for Peace ou o Silverlake Conservatory, que estimula a educação musical em Los Angeles. A história dele é épica.”

O livro – que também ganhará uma edição em áudio – vai relatar a infância não convencional (incluindo a mudança de uma vida “normal” no subúrbio de Nova York para uma vida “boêmia” em Los Angeles com o padrasto, músico de jazz), seu período de rebeldia nas ruas de L.A., sua relação complexa de amizade e parceria com o cofundador Anthony Kiedis e a tumultuosa jornada criativa da banda, que foi formada em 1983. Não há previsão de lançamento.

Para Flea, devorador de livros, escrever suas memórias foi uma experiência importante – e levou a algo mais profundo do que a decadência de bastidores estilo fofoca que permeia a maior parte das biografias do rock.

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Eu amo profundamente a literatura”, disse Flea em um comunicado. “Eu vejo livros como objetos sagrados, e escrevendo minha história, vou fazer o meu melhor para honrar o formato que teve um papel tão importante em definir quem eu sou.”