Gastava 2 mil dólares por dia em heroína, álcool e cocaína, revela integrante do Motley Crue

The Dirt, cinebiografia da banda, estreia nesta sexta, 22

Redação Publicado em 21/03/2019, às 14h40

None
A banda Motley Crue (Foto: Tenth Street Entertainment)

A vida na Motley Crue era sexo, drogas e rock n’ roll, conforme os integrantes contaram na autobiografia The Dirt, de 2001. 18 anos depois, as loucuras da banda saem das páginas impressas e surgem no filme homônimo feito para a Netflix, com estreia nesta sexta, 22.

No novo longa, os integrantes da banda relembram  os anos 1980 e as histórias mais difíceis e mais insanas de suas carreiras, como os vícios de Nikki Sixx.  

“Eu gastava mais de US$ 1 mil (R$ 3.800) por dia em heroína, e provavelmente o mesmo em cocaína e álcool. Eu estava numa espiral que me puxava para baixo, e eventualmente ia acabar morto ou falido. Foi difícil ver isso no filme”, revelou o baixista ao USA Today. O vício chegou em um ponto que causou uma overdose no músico. Durante 1987, ele foi considerado morto por dois minutos, mas foi reanimado.

Vince Neil também relembrou maus bocados, como o dia em que, dirigindo bêbado, causou um acidente que matou o baterista Nicholas “Razzle” Dingley, do Hanoi Rocks.

“Foi difícil para todo mundo depois do acidente. Eu tentei ficar sóbrio por alguns anos, mas é difícil quando não tem apoio a sua volta. [Os outros integrantes da banda] ainda cheiravam cocaína e bebiam, e seguiam em frente, e eu não conseguia não fazer isso”, revelou o músico, que foi preso por 15 dias e ficou 5 anos em condicional após o acidente.

O ápice do drama é quando Neil é readmitido na banda após 3 anos de afastamento. Na época, o filho do músico, Skylar, foi internado e posteriormente morreu de câncer aos 5 anos de idade. “[Essas cenas] realmente trouxeram de volta todos os sentimentos. Faz muito tempo, mas os sentimentos não passam. Eu fiquei emocionado enquanto assistia, e eu estava realmente triste”, desabafou o músico.

Com tantas polêmicas, foi difícil fazer o filme do jeito que a banda queria. Anteriormente, em 2006, o projeto era daMTV Films, mas eles não paravam de trocar de produtores, e o filme não foi para a frente.

“A gente estava preso a várias companhias que não viam o projeto como nós. Eles estavam preocupados com censura etária e se encaixar em um cenário específico, mas nós batemos o pé. Queríamos contar honestamente a verdade sobre aquela era”, disse Sixx.

Apesar de todas essas cenas o, o filme não conta todas as histórias doidas da banda, que são muitas. “Nós éramos mais doidos [do que o que aparece no filme]. Éramos jovens e loucos e queríamos viver intensamente. Eu acho que eles mostram isso no filme, mas sem revelar tudo”, disse Neil.  

The Dirt, dirigido por Jeff Tremaine (Jackass), estreia nesta sexta, 22, e traz Machine Gun Kelly como Tommy Lee, Douglas Booth como Nikki Sixx, Daniel Webber como Vince Neil e Iwan Rheon como Mick Mars.

Algoritmo da Vida: novo projeto da Rolling Stone Brasil busca sintomas de depressão mas redes sociais para prevenção do suicídio: