Há cinco anos, o revolucionário In Rainbows, do Radiohead, chegava ao topo das paradas nos EUA

Disco foi lançado em outubro do ano anterior, em formato digital, e dava ao fã a opção de pagar o quanto quisesse pelo álbum

Redação Publicado em 10/01/2013, às 11h42 - Atualizado às 12h04

Radiohead - In Rainbows
Reprodução

Nas primeiras horas do dia 10 de outubro de 2007, o já ousado musicalmente Radiohead lançou o disco In Rainbows, no site oficial da banda. A forma, contudo, foi taxada pelos apocalípticos de "o fim da indústria fonográfica": cada fã poderia escolher pagar o quanto quisesse por aquelas dez faixas. Pois há cinco anos, em 10 de janeiro de 2008, a banda provou que estavam todos errados e chegou ao topo do ranking de vendas físicas no difícil mercado norte-americano.

Reconectando o Radiohead: como a banda mais experimental da música atual aprendeu a fazer rock novamente.

In Rainbows, depois de sair no formato digital (por menos de US$ 1, se você assim quisesse), chegou às lojas do país no dia 1º de janeiro. Segundo o livro This Day is Music, de Neil Cossar, o álbum atingiu, ao fim da primeira semana, 122 mil cópias vendidas. Tornou-se, por isso, a segunda melhor estreia da banda liderada por Thom Yorke, atrás apenas de Kid A, que vendeu inicialmente 207 mil discos, em 2000.

O feito de atingir o número um das paradas norte-americanas só aconteceu duas vezes para o grupo, justamente com Kid A e In Rainbows. Feito que nenhum outro álbum da badalada discografia do Radiohead conseguiu – Pablo Honey ficou em 32º lugar; The Bends, em 88º; OK Computer, em 21º; Amnesiac, em 2º; Hail to the Thief, em 3º; e The King of Limbs também em 3º.

Na crítica da Rolling Stone EUA, o disco levou quatro estrelas e meia, de cinco. O autor do texto, Rob Sheffield, escreveu algumas considerações sobre o álbum: "Tudo é incrível; nada ali soa como qualquer outra banda da Terra; entrega uma tamanha pancada emocional que prova que os outros roqueiros nos devem um pedido de desculpas".