J. K. Rowling foi privada de prêmio por "promover feitiçaria"

Políticos da administração Bush recusaram honraria à autora de Harry Potter

Da redação Publicado em 30/09/2009, às 20h11

A britânica J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, foi privada de receber um prêmio honorífico do governo norte-americano, porque políticos da bancada de George W. Bush acreditavam que ela "incentivava a bruxaria".

A revelação foi feita por Matt Latimer, antigo autor dos discursos públicos de Bush, em seu livro Speechless: Tales of a White House Survivor (Sem Palavras: Histórias de um Sobrevivente da Casa Branca, em tradução livre - ainda não há versão em português).

Segundo ele, Rowling estava cotada a receber o Presidential Medal of Freedom, o prêmio mais importante dado a um civil pelos Estados Unidos. A condecoração reconhece indivíduos que tenham feito alguma contribuição notória à segurança ou aos interesses nacionais do país, à paz mundial, à cultura ou outros empenhos de proporção pública ou privada.

De acordo com o site da BBC News, Latimer afirma que o "pensamento reduzido" de alguns membros da administração Bush não permitiu a entrega do prêmio a Rowling. Ele conta, ainda, que o senador Edward Kennedy, morto em agosto deste ano, também foi privado do privilégio, porque ele foi considerado "liberal demais".

Caso recebesse o prêmio, Rowling se uniria a um rol integrado pelos escritores John Steinbeck (vencedor do Nobel de Literatura em 1962) e Harper Lee (autora de O Sol é Para Todos, que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer de 1961). Graças à saga de Harry Potter, estreada em 1997, a britânica recebeu mais de 11 prêmios (entre honrarias e homenagens), incluindo a nomeação a Officer of the British Empire, dado pela Rainha Elizabeth, tornando-se Lady J. K. Rowling, em junho de 2000.